1º Encontro Internacional de Música no Cinema em São Paulo...
www.musicaemcena.com.br

Gustavo Santaolla (Brodback Mountain)
Ennio Morricone (Os Intocáveis)
Lisbeth Scott (Crônicas de Nárnia)
Gabriel Yared (Cold Mountain)

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Jornalismo de Ação

Hunter Thompson é o inventor do Jornalismo Gonzo*. A BBC produziu um doc em 1978 sobre esta incrível figura em 1978. Quer ver? Digite "Fear an Lothing in Gonzovision" http://video.google.com.br


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Antes de você ir a um museu ou a uma exposição artística e cometer o pecado da ignorância dizendo aquela célebre frase dos manés, "_AHHHH! Até eu faria isso!", pense no seguinte: arte é proposta. Você até, relamente, evetualmente, muito figurativamente, poderia criar algo como aquilo/isso, mas você conseguiria pensar/projetar/refletir sobre aquilo/isso?

O projeto da artista australiana Justine Cooper é muito interessante. Ela lançou o Havidol. o pseud-remédio criado pela artista possui uma grande campanha publicitária com vídeos, site, depoimentos... O interesse é estudar a reação do público diante do lançamento de mais uma droga para combater a ansiedade.

www.havidol.com

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O cara é multi: designer, arquiteto, trabalhador artístico. O japonês Yugo Nakamura é bom nisso tudo... Visite o site dele e confira:

www.yougop.com

Guerra e faces

A fotógrafa Suzanne Opton produziu um conjunto de 90 imagens de soldados que estiveram no Iraque e que já foram expostas, cercadas de elogios, em galerias de muitos países. São olhos que muito dizem:

www.suzanneopton.com



PS: Por que o corte na altura do pescoço? Façam uma reflexão sobre as imagens...

Recomendo para meus alunos do Design. Folheei e achei o máximo:
"Objetos de Desejo".

O livro faz uma refalexão sobre as mudanças que o Design de produto vem sofrendo desde 1750! Muito legal!

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Site muito interessante. São banheiros, quartos, salas e varandas de residências super-comuns de gente muito normal (as vezes com muito bom gosto, outras nem tanto...)O pessoal cadastrado abastece o site.




Por que um trio de finlandeses resolveu criar a página? "Hoje, em qualquer canto do planeta OS ESPAÇOS PÚBLICOS dr assemelham muito. POr isso, quem quiser registrar o que há de único em cada CULTURA, terá que ESPIAR DENTRO E NÃO FORA DE CASA.", foi a resposta. E viva a diversidade.

http://www.normalroom.com/


Reflexão


Quando ouvi que havia acontecido um novo massacre numa universidade americana, no caso,a Virginia Tech, fiquei pensando: "_ Tomara que o assassino seja um norte- americano..." Não... Não que eu quisesse alguém morto.... Não, absolutamente.
O problema é a xenofobia, o ódio ao diferente, a intolerância crescente... Se o assassino fosse um americano, ele seria considerado, apenas "mais um" desequilibrado.No entanto, ele é "estrangeiro", um "alien" (como muitos norte-americanos nominam os imigrantes ou estrangeiros (e vocês lembram do filme Alien...), então ele não é considerado somente "mais um desequilibrado", ele é um "china-desequilibrado"...
Os tempos de crise ética, de conservadorismo crescente, de intolerância, de falta de solidariedade, me fazem lembrar sempre o mestre Foucault e tantos outros pensadores que discutem o poder punitivo e normatizador do Estado e das Igrejas, da religão. essas coisas me deixem em estado de alerta.
Bem, realmente o menino era desequilibrado, mas é interessante observar que ele era vítima das mesmas "agressões" que também podem ter movido outros jovens assassinos, os do massacre em Columbine. Os dois jovens que promoveram o assassinato de 12 alunos e de um professor dentro de um colégio,e depois cometeram suicídio também sofriam o bulliyng. Eram ignorados, eram os perdedores, eram humilhados... Isso faz alguém se tornar um assassino? Talvez a melhor resposta seja: um redundante talvez ou um convencido também.
Essa conjunções me fizeram lembrar de um filme de 1995, chamado Higher Learning, que recebeu o título de "Duro Aprendizado", no Brasil. O enredo se passa em uma universidade americana, onde alunos de diferentes origens dividem os quartos mas se isolam em grupos. Kristen (Kristy Swanson) é uma jovem de classe média que, depois de um incidente com o namorado, acaba se aproximando de Taryn (Jennifer Connelly, "De Amor e de Sombras"), uma homossexual assumida. Malik (Omar Epps), é um estudante afrodescedente que recebeu uma bolsa de estudos pelo que faz de melhor, correr. Remy (Michael Rapaport, de "Poderosa Afrodite") é um rapaz do interior, sem dinheiro e sem "jogo de cintura" que, quando não "é" invisível, vira motivo de chacota para os colegas. Remy é então "adotado" por grupo neonazista. Com estes ingredientes o diretor John Singleton ("Os Donos da Rua") aborda temas tão polêmicos quanto contemporâneos como racismo, ideologia, sexualidade e poder ecônomico.
O filme é de 1995/96.
Estamos em 2007...

Dona Rita, aqui está o endereço:



POP ART + SITES +
Expontente da pop art , Andy Warhol, deveria ser um cara muito legal de "trocar umas idéias"...Mudando de casa, Warhol começou a pensar sobre o ato de guardar coisas em caixas de papelão ( a maioria dos terrestre nem pensa sobre isso :) ...Por isso, até a morte, Andy guardou fotos, vídeos, objetos pessoais, recortes variados e tudo o mais que ele achasse interessante. Essas "cápsulas do tempo", em número de 600, guardam, segundo Warhol, um painel da sociedade de abundância material em que vivemos, e nos apresentam para os viventes futuros .
A Fundação do artista disponibilizou a caixa de número 21.
Warhol morreu em 1987, mas continua repartindo conosco as idéias de quem vê com olhos de artista.
imperdível!
http://www.warhol.org/
http://www.warhol.org/tc21/"



Sarah, aquela situação que conversamos:

Eu estava retornando de Xanxerê com aquela sensação de trabalho cumprido, de tarefa realizada. Boa turma, final de disciplina. Como sempre, liguei o som do carro, um bom techno para relaxar... Próximo a ponte Serrada tudo mudou.
De repente no meio da pista, uma senhora. Não sei a mágica que fazia para se manter em pé, mas permanecia ali, no meio da pista, na rodovia, entre os carros, se equilibrando. Os automóveis começaram a dar sinal de luz, naquele diálogo mudo dos motoristas avisando sobre o perigo.
Fiquei sem saber o que fazer...Por fim, fiz o retorno, liguei o alerta, e, no meio da pista, encostei na senhora para convencê-la a sair dali. Ela me olhou com aqueles olhos doloridos - e acabou-se a minha paz de espírito - E tentava me explicar, no idioma dos embriagados, que estava seguindo a linha, que se guiava pela faixa do meio da rodovia... Tentei fazê-la entender o perigo iminente e, finalmente, ela saiu da pista e foi para o acostamento.



Parei o carro ao lado daquela mulher de traços meio brancos, meio indígenas, meio negros, tão brasileiros. Abri o vidro do carro e perguntei se ela queria uma carona...E para onde ela ia. Onde deveria eu deixá-la? Aquilo, não sei, me pareceu depois, um rasgo de inocência absurda ou uma demonstração completamente involuntária de ignorância, de egolatria, de desacerto, de falta de humildade ou percepção. Como, para onde ela iria, quando os olhos dela já haviam me dito que nada possuia, que vivia a vida dos que que nada tinham a perder...?
Tentei dialogar, mas não conseguia respostas. As frases desconexas, o descompasso, o desequilibrio: tudo compunha um quadro desesperadamente triste e sórdido das mazelas humanas. Ali, ao meu alcance. Na minha frente.
Tentei novamente estabelecer uma conversa." _Onde a senhora mora? Pode me dizer?" Nas respostas dela murmúrios, desafetos, descontrole e destempero. Eu não conseguia, eu não sabia o que fazer...
Foi então que eu, diante de toda a minha impotência, falei para ela permanecer no acostamento, fiz a volta e retomei a estrada, observando pelo retrovisor se ela continuava em segurança no acostamento. Em mim amargava a impotência, a exiguidade, a meninice, o despreparo... Lá, me vi, esbofeteada pela realidade. A realidade dos brasileiros que seguem as linhas centrais das rodovias, as faixas, porque reconhecem ali o único caminho que podem seguir ou que pode guiá-los...
Continuei a viagem com a penosa e permanente sensação de que há muito, muito ainda por fazer.

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