O cinema está comemorando os 80 anos de nascimento de Marilyn Monroe.
Aqui uma homenagem à diva e aos fotógrafos maravilhosos que tiveram o prazer e a sorte de fotografá-la.

Adoro este clip da Bjork que coloquei no blog...

**Agradecimentos:
1 -Gostaria de agradecer os alunos que tem visitado o blog e o fotolog, comentando e contribuindo... Não posso aqui, nomear a todos, mas fica , meu agradecimento sincero pelo respeito e pelo carinho.


2- A foto aí embaixo foi feita durante as minhas aulas de foto em XXE pelos alunos Pacheco e Silvonei, o popular Biri :).
Um belo dia, eles apareceram com a foto ampliada (o fizeram nas aulas de revelação e ampliação durante a disciplina) e com uma dedicatória atrás, presenteando-me. Guardo-a, desde então, com muito carinho. Na época fiquei emocionada com o gesto de afeto e partilho aqui com vocês, a gentileza e o carinho deles. Obrigada, meninos, vocês são uns amores.




Busca pelo apoio

Essa é uma campanha de um grupo de teatro baiano que pediu, através do ensaio fotográfico veiculado na mídia, para que o designer Fernando Pires ("o divino!") doasse os sapatos para a peça.




Conhecimento é dor.
Para seu desespero enquanto: brasileiro e contribuinte.

Quanto ganham os políticos?

Presidente -R$ 8.845,00

Ministro - R$8.362,00

Deputados & Senadores- R$ 12.720,00

Dep. Estaduais - R$ 9.635,00

Ministros do Supremo Tribunal Federal (PASMEM!) R$ 24.500,00

Leonardo Da Vinci na net

www.museoscenza.org/english/leonardo/invenzioni.html.

Super exposição - intervenão fotográfica e na psiagem urbana

www.alexandreorion.com


"Ganhador do Oscar de Filme Estrangeiro de 2005, o filme espanhol Mar Adentro, de Alejandro Amenábar, traz um tema impactante e sempre polêmico, aqui tratado sem concessões ao sensacionalismo. O enredo narra a história, baseada em fatos reais, de Ramón Sampedro. Tetraplégico há 25 anos, ele tenta sem sucesso obter nos tribunais espanhóis o direito de morrer, enquanto familiares e amigos sofrem com as implicações éticas e sentimentais de sua decisão.
Preste atenção na atuação superlativa de Javier Bardem, como o protagonista. Apenas com a expressão de seu rosto e a inflexão das palavras, o ator cria um personagem galante e expõe a tragédia humana sem jamais escorregar no melodrama. Mar Adentro não celebra a morte: pelo contrário, é um libelo à vontade de viver e à liberdade de escolha.”

Política da Moda:

"Terrorismo chique" soa meio mané, mas...
Arte e moda envolvendo a Prada + Meinhof

www.prada-meinhof.org

Revista literária de jovens escritores americanos...
www.mcsweeneys.net

15ª Feira de Arte contemporânea de Buenos Aires: 57 artista brasileiros

www.arteba.org

Entrevista com o arquiteto Paulo Mendes. Um cara de idéias muito claras e legais.

www.bravoonline.com.br

Outro site legal é o www.overmundo.com.br (obrigado pela dica, will! Conteúdo cultural enorme.



The devil wears Prada (O diabo veste Prada)
Filme baseado no best-sellerde Lauren Weisberger...Achei legal o cartaz. Não vou comentar o filme porque ainda não o vi.


"Os repórteres do Jornal da Globo exploraram o mundo do trabalho e tentaram antecipar o que pode ser o emprego do futuro, em um mundo cada vez mais rápido, flexível e conectado. O trabalho transforma o mundo e o mundo transforma o trabalho. Se há alguma novidade nesta relação, é a velocidade da mudança. Saltos recentes na tecnologia e na gestão redefiniram as regras do jogo, queiram ou não os governos. O maior empregador dos Estados Unidos, uma rede de supermercados, ainda é uma empresa do século vinte. Cada funcionário sabe seu nível hierárquico, tem horário e local de trabalho bem definidos e salário fixo. No século vinte e um, tudo isso está desaparecendo. "Daqui a 50 anos, nós ainda vamos ter grandes empresas centralizadas, mas eu acho que a maioria das grandes companhias vai desaparecer ou vai mudar radicalmente", diz o professor do MIT, Thomas Malone, autor do livro "O futuro dos empregos".

Um dos exemplos é o maior site de leilões americano: 430 mil pessoas vivem apenas do que vendem na internet. Não têm chefe, trabalham quando querem, mas só ganham quando conseguem vender alguma coisa. Não são empregadas do site. Se fossem, este poderia ser considerado o segundo maior empregador dos Estados Unidos. A oferta é quase infinita: carros, roupas, equipamentos eletrônicos. Natham não largou o emprego tradicional: enfermeiro, mas descobriu que pode ganhar um bom dinheiro pela internet. Ele já vendeu até amendoim. “São mais de dois e quinhentos reais por mês”.

Ao longo da história, as mudanças tecnológicas sempre provocaram receio de que o homem seria substituído pela máquina. Não foi diferente com a internet, mas para o professor Malone não há o que temer: "Nos últimos duzentos ou trezentos anos, cada avanço tecnológico criou mais empregos do que destruiu. As pessoas são muito criativas para criar coisas novas para todos nós fazermos". As mudanças na tecnologia exigem saltos correspondentes na educação.

Mesmo quem lidera em crescimento no mundo precisa se adaptar. Há vinte anos, poucos imaginavam que a China seria hoje o chão de fábrica do planeta. O camponês comunista, um operário da globalização. A mão-de-obra farta e barata, capaz de com um mínimo de treinamento, operar as máquinas industriais. Mas um estudo da Unido, a organização para o desenvolvimento da ONU, aponta o fim da fase do "bom industrial" para breve. É o setor de serviços que vai crescer com mão de obra qualificada, com onze anos de estudo, e bom treinamento. Até 2020, 300 milhões de chineses devem trocar o campo pelas cidades. Por isso, na China rural, o estudo que sempre foi barato, mas pago, daqui pra frente vai ser de graça. Além disso, o governo investe pesado para melhorar a qualidade da educação. Na China, o emprego do futuro será de quem conseguir da foice direto para o computador. Potências européias se adaptam com graus diferentes de sucesso. Há quem ainda acredite ser possível nadar contra a corrente.

Na Inglaterra, os centros de procura de emprego acompanham os jovens entre 18 e 24 anos para ajudá-los no acesso ao mercado de trabalho. Não há contratos específicos para os jovens ingleses. Entre eles, hoje em dia, o índice de desemprego é de 13,8%, abaixo da média européia de 16% para essa faixa etária. Já do outro lado do canal da mancha, os franceses marcham na direção oposta. Contra a tentativa do governo de flexibilizar o mercado de trabalho e criar novos postos de emprego, estudantes e sindicalistas foram às ruas. Obrigaram o governo a recuar. Há três anos, a taxa de desemprego entre os jovens franceses varia entre 22 e 24% e chega a 50% na periferia das grandes cidades. Em 2000, a União Européia estabeleceu um objetivo para o ano 2010: tornar-se a economia mais dinâmica do mundo.

No meio deste caminho, o trem parece desgovernado. A produtividade é 12% menor que a dos Estados Unidos; há uma década essa diferença era de apenas 3%. Alcançar objetivo comuns, lidando com economias, culturas e interesses diferentes não é uma tarefa simples. No Brasil, trabalho também já não significa o mesmo que há vinte, trinta anos. No Brasil, os sindicalistas também torcem o nariz para uma reforma que poderia flexibilizar as leis trabalhistas: "Não é retirando décimo terceiro de um que você vai garantir o emprego do outro”, disse João Felício, presidente da CUT.

Mas o Brasil segue a onda mundial e não adianta nadar contra a corrente, adverte o consultor de empresas Ricardo Neves. "Você provavelmente vai perder o seu emprego, o seu filho não vai encontrar e o seu neto vai achar graça dessa história toda". Calma. O que deverá mudar radicalmente, segundo ele, é o conceito do emprego. "Aquele emprego no qual você trabalha 30 anos e aposenta no final provavelmente vai ficar no vocabulário do trabalho do século vinte”. O engenheiro Fernando Neme montou um escritório em casa. Para tentar ganhar mais, arriscou viver sem benefícios como o FGTS e férias remuneradas. “Meu pai veio de uma geração que tem todos esses benefícios, eu cresci vendo isso, agora não sei como vai ser meu futuro, realmente é um momento de mudança preocupante”. Em alguns setores, é a automatização que impõe mudanças no trabalho. Em 1986, a indústria metalúrgica empregava 157 mil trabalhadores.

Produzia um milhão de veículos. Em 2004, com ajuda de robôs, 101 mil operários montaram dois milhões e duzentos mil veículos. As exigências se multiplicaram e cresceu o número de pessoas com curso superior nas linhas de montagem. Mas no futuro, só especialização não será suficiente. O trabalhador deverá se capacitar para desenvolver várias atividades ao longo da vida. No Brasil, segundo os especialistas, cerca da metade dos trabalhadores está na informalidade. Mas as dificuldades do mercado de trabalho fazem com que o brasileiro tenha uma capacidade especial para se adaptar a mudanças. O que pode ser bom para enfrentar a competição em um mundo globalizado. “Dependendo da forma com que a gente vê essas transições que a gente vai fazer em direção ao futuro, a gente pode ver mais oportunidades do que risco e incertezas", conclui o consultor.

2/
O atual presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESP, Rubens Barbosa, falou sobre a expropriação da Petrobras na Bolívia. "

Jornal da Globo: Pode-se dizer que o que a Bolívia fez hoje com o brasil é uma agressão? Rubens Barbosa: Nós temos que examinar. Como o presidente da Petrobras disse, não há ainda muitas informações, mas efetivamente depois de todos os entendimentos mantidos pelo presidente Lula com Evo Morales, com Kishner, com o próprio Hugo Chavez, foi uma surpresa para o governo brasileiro. Não para os que estavam acompanhando e sabiam que alguma coisa drástica iria acontecer. Fica um desafio forte para o governo brasileiro de como responder a esta medida de nacionalização.

Jornal da Globo: Na semana passada, uma delegação da Bolívia esteve no Brasil, negociou com a Petrobras e uma delegação chefiada pelo secretário-geral do Itamaraty foi a La Paz e voltou dizendo que estava tudo em ordem.

Rubens Barbosa: Nós não sabemos o que eles conversaram, mas deve ter havido uma informação sobre o que ia se passar ou uma posição do governo para evitar o pior. Não foi possível evitar o pior. O problema que surge agora é saber se vai haver expropriação ou nacionalização. A nacionalização significa aplicação da lei vigente na Bolívia e a indenização para as empresas que foram afetadas. Será que eles vão fazer isso?

Jornal da Globo: Seja uma, seja outra. Não há registro de um ato deste tipo praticado por um governo de um país vizinho contra o Brasil. Independente do que a Petrobras fizer ou for obrigada a fazer, como o senhor acha que o governo brasileiro deveria reagir?

Rubens Barbosa: O governo brasileiro está diante de um fato consumado, de difícil tratamento, porque, até agora, o presidente e os ministros têm mostrado uma solidariedade irrestrita ao presidente Morales. Agora, diante desse fato, se coloca a maneira como o governo vai defender o interessa nacional. Alguma coisa concreta deve ser feita, porque a medida é drástica. Não vai haver indenização porque não há recursos na Bolívia, para fazer a indenização e isso vai exigir um tratamento muito direto do governo para assegurar a defesa dos interesses da empresa estatal brasileira.

Jornal da Globo: Evo Morales tem como ídolo Fidel Castro e sabe-se que é assessorado diretamente pelo presidente da Venezuela. Isso significa que o Brasil perdeu sua posição de líder na América do Sul ?

Rubens Barbosa: A liderança não se proclama, ela se exerce e, no caso, o governo brasileiro tem que exercer essa liderança hoje para evitar que essa medida que foi tomada hoje se repita em outras áreas, a Venezuela é outro caso possível, porque essa insegurança política que está sendo criada vai ter efeito para todo continente, inclusive sobre o Brasil.

" PERGUNTA : O QUE A PETROBRÁS PRETENDE FAZER JURIDICAMENTE SOBRE A QUESTÃO? EXISTE ALGUM CASO SEMELHANTE? NA VERDADE TROUXERAM O CARA COMO FONTE E ELE NÃO DISSE MUITO MAIS COISA, ALÉM DO QUE A MATÉRIA JÁ DIZIA,O QUE JÁ ERA POUCO...

"Segunda-feira, 01 de Maio de 2006

Imigrantes nas ruas No Dia do Trabalho, greve. Os imigrantes ilegais resolveram mostrar aos Estados Unidos o quanto são importantes para o país. O chef, o cozinheiro e seus assistentes simplesmente não foram trabalhar e os donos do restaurante tiveram que botar as mãos na massa. "Uma anistia para os imigrantes? Seria ótimo, o país não funciona sem eles", diz o empresário.

Era exatamente isso o que eles queriam mostrar no Primeiro de Maio. Com a ausência do trabalho e com a presença nas ruas, em Nova York, os imigrantes chamaram a atenção ocupando o coração de Manhattan. Na Union Square, lá estavam eles. Africanos, asiáticos, latinos, com suas famílias e uma imensa vontade de ficar no país. "Se eles legalizassem uma boa parte das pessoas que estão aqui há bastante tempo seria uma solução para o país e para os imigrantes", diz um imigrante.

É o que exigem os quase 12 milhões de imigrantes ilegais que boicotaram o trabalho e as compras para mostrar a importância da mão de obra que vem de fora. Foi assim em Nova York, em Washington, em Chicago e, na maior das manifestações, meio milhão de pessoas nas ruas de Los Angeles. Pressão sobre o congresso que está discutindo se dá anistia ou se endurece contra os imigrantes ilegais e seus empregadores. Dispostos a derrotar adversários que se encontram tanto entre democratas quanto entre republicanos, eles erguem a voz e dão ao hino americano uma versão na língua latina, que já é falada por 41 milhões de habitantes dos Estados Unidos. "

PERGUNTAS: E COMO O GOVERNO AMERICANO REAGIU? QUANTO A MÃO - DE - OBRA ILEGAL MOVIMENTA NOS EUA? QUANTO SE PERDEU COM A MÃO-DE-OBRA PARALISADA?

MATÉRIAS SUPERFICIAIS É ELOGIO!


Um bom filme. Educativo. Forte até pára quem já havia visto documentários, fotos e arquivos sobre barbaridades produzidas por quase toda uma nação em favor da "supremacia" de uma raça...Atentem para o problema de matemática da filha do tenente...


"Kurt Gerstein (Ulrich Tukur) é um oficial do Terceiro Reich que trabalhou na elaboração do Zyklon B, gás mortífero originalmente desenvolvido para a matança de animais mas usado para exterminar milhares de judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Gerstein se revolta com o que testemunha e tenta informar os aliados sobre as atrocidades nos campos de concentração. Católico, busca chamar a atenção do Vaticano, mas suas denúncias são ignoradas pelo alto clero. Apenas um jovem jesuíta lhe dá ouvidos e o ajuda a organizar uma campanha para que o Papa (Marcel Iures) quebre o silêncio e se manifeste contra as violências ocorridas em nome da supremacia racial ariana. " www.adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/amen/amen.htm - 18k -


PS: O Vaticano se pronunciou contra a imagem, feita pelo fotógrafo italiano Oliviero Toscani, o mesmo dos anúncios da Benetton. Por que será?


Quem é o Diretor?

"Konstantinos Costa-Gavras nasceu em Loutra-Iraias, Grécia, mas sua carreira sempre esteve ligada ao cinema francês e norte-americano, tanto que referências a seus (meus?)* trabalhos usam “Constantin”, uma versão adaptada de seu primeiro nome. O cineasta começou seu trabalho em Paris, onde foi morar em 1951, aos 18 anos.

O primeiro longa-metragem que dirigiu foi “Crime no Carro Dormitório”, em 1965. A partir de sua segunda produção, “Um Homem a Mais” (1966), o grego passou a mostrar sua preferência por filmes que denunciassem o abuso de autoridades governamentais e outros temas polêmicos.
Em 1969, realiza um de seus filmes mais importantes. Costa-Gavras adapta um romance do escritor conterrâneo Vassilis Vassilikos e produz “Z”, denunciando a opressão promovida pelo governo militar da Grécia (o governo militar brasileiro censurou o filme na época). O filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado e melhor diretor.
Ele voltou a ser lembrado pela Academia de Cinema de Hollywood em 1982, pelo filme “Desaparecido - Um Grande Mistério”, que mostra a realidade do governo militar chileno de Pinochet. Dessa vez Costa-Gavras levou a estatueta por melhor roteiro adaptado. Pelo mesmo filme o diretor ganhou a Palma de Ouro em Cannes.
As películas do diretor grego continuaram denunciando autoridades, de governos esquerdistas do Leste Europeu a grupos terroristas uruguaios. Uma rara exceção foi “Um Homem, Uma Mulher, Uma Noite” (1979), filme com boa repercussão entre o público ao explorar o universo feminino.
Costa-Gavras também dirigiu “O Quarto Poder”. No filme, estrelado por John Travolta e Dustin Hoffman, o cineasta mostra como a imprensa lida com os fatos e manipula a opinião pública." http://br.yahoo.com/olimpiadas2004/especiais/grecia_4_costagravas.php


1 - Foto de Sebastião Salgado

2 - Campo de Concentração - Segunda Guerra Mundial
3 - Soldado americano ausando de prisioneiro

E a repórter da Globo perguntado para o menino favelado que acabara de responder que queria ser médico quando adulto: "E você acha que vai conseguir?"

O que ela quer qu ele responda?

E a Regina Casé no Fantástico? Eu adoro essa mulher... Ela é um talento mesmo! E ainda dá "aquele" recado! Ela é ótima!

E o "Sob Nova Direção"?

"Pit tem um terrível pesadelo que a faz tomar uma atitude drástica. Ela sonha que está lá pelos anos 2046 e descobre que ela e Belinha estão velhas, solteiras, sem filhos e criando um pequeno marginal. Diante deste quadro pavoroso, ela decide interferir drasticamente em seu trágico destino e resolve que vai ter um filho já. E, para isso, recorre a um Banco de Sêmen."

"É para matar..." Solteira. Sem filho.Criando marginal (diga-se afrodescendente)... Que destino cruel, não? Só porque ficaram solteiras, sem filhos e adotaram alguém... Meu Deus! O texto desse seriado é um horror!


Clip da Madonna - Human Nature - Adoro essa música e essa letra :)

Fotolog: www.universo_paralelo.gigafoto.com


Meu feriado estava bom.Curitiba e baladinha. Porque, me desculpe, festa em ctba é baladinha. E não é porque sou metida, não...É porque não dá para "levar a sério" balada que toca Offer Nissim, Tiësto com... Vanessa Da Mata... Pardon de moi!
Mas cidade grande é sempre bom, né? A feirinha estava ótima e os brechós também!Museu, exposição, cinema...Gente bonita, gente diferente... :) Eu adoro isso!

Ahhh....Conhecemos também "Morrestes" (Hehehe..."Brigada", Rafa!Perfeito!), digo Morretes e Antonina.A Serra da Graciosa é bem bonita.

Mais um domingo e mais um show de horrores jornalístico do Fantástico.

Primeiro foi a Glória Maria e a matéria na San Andres, Colômbia...

Pergunta inteligente da repórter:

"O que a senhora fez para chegar até os cento e seis anos?"

Comentário brilhante da repórter:

"Nossa!!!!!! Cento e seis anos e nenhuma rugaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!"

Acompanhamos, então, digníssima repórter mergulhando de biquini nas águas do tal paraíso! Sem qualquer propósito jornalístico!! SOS!!!

*Segunda parte do show de horrores

Matéria sobre Maria Madalena... Pegaram a Maria Madalena para Judas.
Eu acho uma coisa horrorosa ficar, dois mil e tantos anos depois, espancando, in memorian, alguém que já morreu. Não foi Jesus que ensinou a perdoar?

Anyway...

"Por Marcos Losekann, em Magdala, Israel. João Pedro Paes Leme, em Saintes Maries de la Mer, França. E Zeca Camargo, do Rio de Janeiro. "

A matéria faz um perfil de Maria Madalena: Apóstola para a História. Mulher para a humanidade. Desacreditada, desvirtuada pela Igreja.

Bem, primeiramente, a faltou sensibilidade na produção. Três homens a fazer a matéria e muitos homens a falar sobre Maria Madalena. Como, e não lembro no momento o nome da feminista que disse isso, (mas a regina e a nana podem me ajudar, está na mono delas :)), como construir um discurso coeso e mais verdadeiro sobre a mulher quando é o homem que fala dela (de nós) o tempo todo.

Bem, fora a religiosidade, o que já deixou a matéria meio espetacular, vem a frase do repórter, para dar fundamento a uma crença, de que Maria Madalena teria chegado a França de barco:

"... A idade de 55 a 60 anos. Exatamente a que ela teria se estivesse viva..."

55 a 60 anos? Exatamente? teria? Parece que nada funcionou na frase. Muito menos o aspecto jornalístico da matéria

Para piorar:

“Ela não foi propriamente uma apóstola, mas sim, discípula do Cristo, fiel seguidora do Cristo”, afirma Dom Anselmo.

Bem, acho que ele não estava por lá.

“O fato dele aceitar uma prostituta, uma antiga prostituta, no seu grupo, é sinal também do seu amor. Santa Maria Madalena também é a figura do homem que é pobre diante de Deus, no sentido que ele precisa sempre da misericórdia de Deus”, pondera Dom Anselmo."

AHHHH, claro! Não bastasse denegrir a imagem de uma apóstola por ser mulher, coisa que já se sabe desde 1950, segundo estudiosos do tema, a igreja, agora coloca, Maria Madalena, uma mulher, como "a figura do homem que é pobre diante de Deus, no sentido que ele precisa sempre da misericórdia de Deus."

Ai, Jesus, perdoai, porque eles sabem o que fazem e o que fizeram.

**Olha só, a quem interessar possa: tem clip novo. Coloquei o show do Miguel Bose, dublando "un año de amor", que está no filme "De Salto Alto", do Almodovar.

Avassaladoras? (Rede Record)

Não! Avassaladas!! Que porcaria de seriado é esse, Jesus?!

Tudo é ruim: atuação, edição, roteiro... Os diálogos são de chorar. Um pavor!
O Ministério da Sáude adverte, assistir isso causa enjôo...


Campanha publicitária divina da Maison Chanel para o perfume nº 5...

Bem, acho que é bom fazer um agradecimento público à Cristine Tomazoni por ter acolhido de forma tão simpática as acadêmicas que foram ao programa Domingo Legal. Agradeço porque possibilitou às meninas a visita as instalações do SBT e também porque se mostrou, pelo que me foi contado, muito humilde e profissional.
Então, como não é sempre que ouvimos falar de humildade e simpatia, ficam aqui minhas saudações para a colega.

Pensamento do domingo:





"Quem será que eu vou descobrir que eu fui?"


Correção
O grupo das meninas da matéria que mencionei outro dia, que foram ao GUGU, era composto das alunas: Greice, Nana, Regina, Luci e da Ana Paula Roncaglio, que não mencionei!! Sorry, Ana!

Corretivo

"O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez uma crítica velada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista gravada ontem ao Programa do Jô, da Globo. "Você não deve mudar o seu jeitão quando chega ao poder. Pobre quando chega lá em cima acha que é outra coisa", teria afirmado FHC, de acordo com o jornal o O Globo. " http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI951548-EI306,00.html

A crítica foi ao Lula ou à qualquer cidadão brasileiro que não tenha a sorte e a folga do ex-presidente? Independente de partido , as pessoas, os políticos têm que tomar mais cuidado com o que dizem... Soomente quem nasceu em "berço esplêndido", que nunca foi pobre ou que esqueceu o próprio passado de exilado, poderia comentar um negócio desses...
Abaixo a bio dele:

"Sociólogo, nascido na cidade do Rio de Janeiro, em 18 de junho de 1931. Após o golpe militar de 1964, exilou-se no Chile, integrando a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse período, lecionou no Chile, Argentina, México e França. Retornou ao Brasil em 1968, assumindo a cátedra de ciência política na USP até 1969, quando foi aposentado, compulsoriamente, por força do AI-5.
Nesse último ano, foi membro fundador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), passando a lecionar também em universidades americanas e européias. Publicou, entre outros trabalhos, Capitalismo e escravidão no Brasil meridional, sua tese de doutorado, e Dependência e desenvolvimento na América Latina, com o sociólogo chileno Enzo Faletto. Candidatou-se ao Senado em 1978 na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), como suplente de Franco Montoro. Em 1980, com o fim do bipartidarismo, foi um dos fundadores do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1983 assumiu a vaga de senador aberta com a candidatura de Franco Montoro ao governo do estado de São Paulo. Candidato à prefeitura de São Paulo nas eleições de 1985, foi derrotado por Jânio Quadros, do Partida Trabalhista Brasileiro (PTB). Reelegeu-se senador pelo estado de São Paulo em 1986, ainda na legenda do PMDB, e dois anos depois fundou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ao lado de Franco Montoro e Mário Covas, entre outros, tornando-se líder da nova legenda no Senado (1988 - 1992). Foi ministro das Relações Exteriores (1992 - 1993) e ministro da Fazenda (1993 - 1994) durante o governo Itamar Franco. Candidato à presidência da República pela coligação PSDB / PFL / PTB, elegeu-se no primeiro turno eleitoral, em 3 de outubro de 1994, tendo obtido 54,3% dos votos válidos. Reelegeu-se presidente da República em 1998 pela coligação PSDB / PFL / PTB / PPB."
Faltou a memória de pobreza (e o cuidado com aqueles que são pobres) e o respeito ao próprio passado...

Seqüência 1

A festa estava ótima :) E as piadas também...







Seqüência 2

As mãos dançantes

Quando a gente já está cansado de dançar em pé...dança deitado :)




Boa festa, bons amigos !:)

Filmes

V de Vingança
Filmes baseado nos quadrinhos de Alan Moore

Leia matéria na íntegra + trailer

http://www.bravonline.com.br/impressa.php?edit=ci&numEd=104

- The Edukators - Os educadores , de Hans Weingartner
"A cena inicial mostra bem a proposta: casal rico chega com os filhos em sua abastada mansão e encontra os móveis todos fora de lugar, com o som dentro da geladeira e os soldadinhos que decoram a sala no vaso sanitário. Junto, um bilhete: “Seus dias de riqueza estão contados. Assinado: Os Educadores”. A partir daí conhecemos os três protagonistas, Ian (Daniel Brühl, ator de “Adeus, Lênin” que tem inclusive outro filme no Festival do Rio, “Pra que Serve o Amor Só em Pensamento?") Peter (Stipe Erceg) e sua namorada, Jule (Julia Jentsch). Inicialmente apenas Ian e Peter, aproveitando uma lista de membros do Iate Clube e o conhecimento de um deles sobre sistemas de alarmes, invadem as casas para trocar as coisas de lugar e deixar os bilhetes, “somente para assustar”. Nada é roubado. Logo após, Jule se junta a Ian nas investidas. Quando são confrontados com a necessidade de um seqüestro, os personagens acabam discutindo entre si e com o rico seqüestrado situações de vida, de destino, mudanças de comportamento por causa de dinheiro e que fim levou a rebeldia de outrora no mundo capitalista no qual o planeta se tornou. Durante esses papos-cabeça, forma-se lentamente um triângulo amoroso e os protagonistas se aproximam cada vez mais. O sentimento surge quando as ações dos educadores passam a ser também gradativamente criminais." http://www.cineminha.com.br/noticias.asp?ID=2187

Fotografia
- O fotógrafo inglês Nick Waplington é, praticamente, um antropólogo. Ele fotografa famílias que se recusam, ou não conseguem, viver segundo regras e normas sociais. Brilhante e engajado.

- Site com ótimos fotografos reunidos

http://www.art-dept.com/photo/


- Ótimo site!
Aulas em vídeo, fotos, dicas, equipamentos e muito mais... Em inglês
www.photo.net


Fotografia, cartoons, e tudo o mais...

http://www.deviantart.com/

Para os alunos de design e interessados

A galeria londrina V & A apresenta eposição modernista. São peças domésticas, móveis , carros, e roupas que reverenciam a crença do modernismo na tecnologia como conquista da humanidade.

www.vam.ac.uk


HQ

Companhia das Letras lança Persépolis, de Marjane Satrapi

Os quatro volumes já venderam mais de 250 mil exemplares na França.
Marjane Satrapi era apenas uma criança quando a revolução islâmica derrubou o xá do Irã, em 1979. Bisneta do antigo rei da Pérsia, ela cresceu em uma família de esquerda, moderna e ocidentalizada, e estudou numa escola francesa e laica.

Com a chegada dos extremistas ao poder, as meninas foram obrigadas a usar o véu na escola e a estudar em classes separadas dos meninos. Era só o início de uma série de mudanças profundas em sua vida - assim como na de todos em seu país. Apesar de narrar a tragédia que foi a implantação do regime xiita no Irã, não faltam à trama humor e sarcasmo para narrar os acontecimentos políticos de um ponto de vista único, que desfaz os lugares-comuns sobre o país e conta sua história antiga e recente.

Na aparente simplicidade da narrativa e dos desenhos, revelam-se as nuances de um complicado processo histórico, que até hoje tem seus desdobramentos.A ascensão dos radicais religiosos a princípio foi vista pelos progressistas iranianos como uma autêntica manifestação do povo, que estaria usando a religião como um mero pretexto para sair às ruas e derrubar um tirano. Não foi o que aconteceu: o regime xiita se radicalizou de maneira tão brutal que até mesmo Marjane, aos catorze anos, foi para o exílio na Áustria, pois a vida no país se tornara uma sucessão de carnificinas, sempre em nome de Deus e da justiça.

A convivência com a brutalidade leva Marjane a desenvolver uma consciência política rara em crianças: seu livro preferido, por exemplo, é uma história em quadrinhos chamada Materialismo Dialético, em que Descartes e Marx travam uma improvável disputa intelectual. Parte de sua revolta vem da constatação de que sua família, que tem empregada e um Cadillac, é privilegiada num país miserável.Persépolis foi lançado na França, em 2001, por uma pequena editora independente. Tornou-se um fenômeno de crítica e público.

No mesmo ano, o primeiro volume ganhou o importante prêmio do Festival de Angoulême, na França. A série teve os direitos de publicação vendidos para Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Israel, Suécia, Finlândia, Noruega, Japão, Coréia do Sul, Hong Kong, Turquia e Estados Unidos.Marjane Satrapi nasceu em 1969, em Teerã. Mora em Paris desde 1994.Em tempo: Persepólis foi considerada a melhor história em quadrinhos de 2004 pela Feira do Livro de Frankfurt. O anúncio foi feito pelo júri, que elogiou, sobretudo, a qualidade literária da obra.A série toda é formada por quatro livros, sendo:Livro 1: A revolução islâmica vivida por uma menina de dez anos;Livro 2: Da guerra Irã Iraque ao exílio em Viena;Livro 3: A vida em Viena e o choque cultural;Livro 4: A volta ao Irã depois do exílio europeu.

Música

Novo Cd de Marisa Monte...

http://www.bravonline.com.br/impressa.php?edit=mu&numEd=104





Gostaria de parabenizar as alunas Regina, Nana, Luci e Greice pelo esforço que resultou numa matéria que interessou uma rede de tv nacional. Que sirva de exemplo para os demais estudantes: vocês podem colher os frutos do trabalho bem feito, do esforço, da dedicação...Mas para isso vocês precisam plantar antes. E as meninas plantaram...
Bjs para todos!

Mais uma cena para a gente pensar...e agir!




"Como Orson Welles fez o cinema mudar"
Com décadas de atraso, chega ao Brasil livro que inaugurou estudos sobre o cineasta
americano
POR ALEXANDRE AGABITI FERNANDEZ

ORSON WELLESAndré Bazin, Jorge Zahar Editor, 196 págs., R$ 29,50

A partir dos primeiros anos da década de 1950, uma certa crítica francesa, agrupada nas páginas à época amarelas da revista Cahiers du cinéma, começou a reabilitar o cinema americano, dando envergadura autoral a alguns de seus diretores. Cineastas em geral integrados às engrenagens do modo de produção hollywoodiano, ao cinema de divertimento - como Alfred Hitchcock, Haward Hawks, Douglas Sirk, Erich von Stroheim - foram legitimados culturalmente e tratados como criadores - em pé de igualdade com escritores e pintores. Louvava-se neles a capacidade de expressão de um universo pessoal, apesar das inúmeras restrições impostas pela indústria em praticamente todas as etapas da criação e da produção cinematográficas. Essa capacidade estava menos na temática do que na forma, na Mise-en-scène, aspecto pouco desenvolvido pela crítica da época, que começou a ser explorado. Em fevereiro de 1955 surgia a expressão "política dos autores", cavalo de batalha dos jovens críticos da revista, como Jean-Luc Godard, François Truffaut e Jacques Rivette, que não tardariam em rodar seus primeiros longas-metragens.
Ao lado de Jacques Doniol-Valcroze, André Bazin (1915-1958) fundara os Cahiers em 1951. Um ano antes havia publicado um livro sobre Orson Welles (1918-1985), obra considerada como antevisão da "política dos autores", apesar de Welles nunca ter sido um cineasta afeito aos rígidos padrões da produção industrial. Suas relações com Hollywood foram conturbadas desde sua estréia no cinema, com Cidadão Kane (1941), filme que marcou os cinéfilos franceses assim que foi lançado em Paris, em 1946. Bazin morreu logo depois de preparar a segunda edição da obra, acrescida de análises dos filmes rodados pelo diretor americano durante os anos 1950, além de duas longas entrevistas realizadas em 1958. É este livro pioneiro nos estudos wellesianos, enriquecido pelo longo prefácio escrito por Truffaut em 1978 para a edição americana, que o leitor brasileiro tem agora em mãos, com décadas de atraso.
Em 1950, Bazin saudou Welles como um dos mais inventivos diretores do pósguerra. Foi o primeiro a perceber que a modernidade de seu cinema residia no fato de colocar o espectador em um novo lugar, de convidá-lo a participar do processo de criação de sentido do filme. Bazin analisa minuciosamente o papel das técnicas empregadas pelo cineasta americano, como o uso da lente grande-angular, que oferece um campo visual maior, com mais profundidade de campo; os enquadramentos em câmera baixa; os cenários com teto; os longos planos-seqüência; a relação direta entre atores e cenário. A discussão desses procedimentos que dão corpo à Mise-enscène - muitos deles praticados no período do cinema mudo e colocados de lado com o advento do filme sonoro - deixa claro que "a técnica não é apenas uma outra maneira de pôr em cena, ela põe em causa a própria natureza da narrativa", intuição que mudou o modo de pensar o cinema.
O cineasta, em cena do filme Cidadão Kane, sua estréia no cinema
Às certezas da decupagem clássica, Welles opõe as dúvidas do plano-seqüência. Em nome da univocidade e da verossimilhança, a decupagem clássica decompõe o relato em uma série de planos capazes de conduzir a atenção do espectador para este ou aquele aspecto que se deseja realçar. O planoseqüência é uma linguagem sintética que mantém a continuidade espaço-temporal, preserva o trabalho do ator, recusa julgamentos e maniqueísmos, oferecendo o que o crítico francês chamou de "ambivalência ontológica da realidade". No plano-seqüência, o espectador é obrigado a usar sua liberdade e inteligência para deduzir relações implícitas (entre os personagens, destes com o cenário ou com o relato), participando assim da elaboração do sentido do filme. Na decupagem clássica essas relações nada têm de implícitas. São exibidas na tela "como peças de um motor desmontado" graças à multiplicação de planos - convenção que dirige a atenção do espectador e faz desaparecer contradições que poderiam "perturbar" o sentido que se procura afirmar, fundando um modelo de fruição cinematográfica bem pouco exigente. Essas concepções são magistralmente expostas nas análises da cena da tentativa de suicídio de Susan em Cidadão Kane e da cena da cozinha de Soberba (1942), que são o ponto alto do livro e se tornaram paradigmáticas.
A partir desse conjunto de idéias, Bazin analisou aspectos de outros expoentes do cinema moderno, como o neo-realismo italiano, filmes de Jean Renoir, Roberto Rossellini, Jacques Tati, Akira Kurosawa, Luis Buñuel. E sem dúvida alguma nutriu o cinema de Jean-Luc Godard, que não viveu para conhecer, talvez o que mais abertamente cultiva a dúvida e a multiplicidade de sentidos, o mais radicalmente moderno no sentido baziniano.
ANDRE BAZIN nasceu em Angers, na França, em 1918. Teórico e crítico de cinema, fundou o Cahiers do cinéma, em 1951, ao lado de Jacques Doniol-Valcroze e Lo Duca. Um dos pensadores da nouvelle vague, era amigo pessoal de cineastas como Godard, Truffaut, Bresson, Buñuel, Carné e Cocteau. Morreu em 1958."

Para quem quer ver uma performance do Offer Nissim... Dj tem que "ir" junto...

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"Tolerância zero

Em seus desdobramentos individuais e coletivos, a intolerâncioa é o tema comum na diversidade de atrações da 29ª Mostra Internacional de Cinema em São PauloPor Graziella Beting
O que pode existir em comum entre cineastas tão diversos como o alemão Dennis Gansel, o dinamarquês Lars von Trier e o português Manoel de Oliveira? Em que pesem as diferenças de origem e de técnicas cinematográficas, cada um deles mostra a preocupação de traduzir em imagem e narrativa as várias faces da intolerância de nossos tempos. É o que pode ser visto em seus filmes mais recentes, atrações da 29ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Mas o tema não está restrito às produções de maior evidência e é recorrente em grande parte dos 200 filmes e dezenas de curtas-metragens da mostra, que retratam as pressões sofridas pelo homem contemporâneo e suas estratégias para enfrentar, além de seus próprios medos, a família, o grupo ou o Estado — em uma palavra, o outro.
Não é de hoje que a intolerância está associada ao cinema — ao contrário, remete a sua própria origem. Por conta de O Nascimento de uma Nação (1915) — o primeiro longa-metragem da história — D.W. Griffith foi acusado de racismo numa narrativa épica sobre a América e a fundação da Ku Klux Klan. Para tentar se defender das críticas, lançou no ano seguinte um filme intitulado, justamente, Intolerância. Seu objetivo foi mostrar, em quatro histórias, que o conflito com o outro, com o diferente, sempre esteve presente na história: na queda da Babilônia, na crucificação de Cristo, no Massacre de São Bartolomeu e na discussão contemporânea sobre a pena de morte.
Obviamente, há uma grande diferença entre Intolerância e a reflexão que aparece nos longas exibidos pela mostra deste ano. Como pregava o subtítulo do épico de Griffith, para o cineasta a intolerância era a “batalha do amor através dos tempos”. Hoje a intolerância assumiu outras facetas, e mudaram as maneiras de retratá-la. Existem as mais tradicionais, como a de Gansel, que volta à Alemanha nazista em Napola para contar a história de FriedrichWeimer. Ele é um jovem que, contra a vontade dos pais, se inscreve numa das escolas (as napolas) criadas pelo regime para preparar a futura elite do país. O que parecia promissor, aos poucos mostra-se cruel: os estudantes são submetidos ao autoritarismo e à violência psicológica de professores e oficiais.
De maneira diversa, e só para citar outro exemplo, há a exploração das mesquinharias humanas em Manderlay, de Lars von Trier, filme que dá continuidade a sua trilogia sobre os Estados Unidos iniciada com Dogville. E em muitos outros casos, a intolerância aparece em conflitos de grupo que refletem grandes questões contemporâneas, ou, ao contrário, até mesmo em histórias mais subjetivas ou pertencentes à vida privada. Para dar conta dessa diversidade, BRAVO! preparou quatro roteiros com produções que serão apresentadas ao público em 12 salas da capital paulista. Na edição impressa, estão as diferentes maneiras de discutir — e buscar compreender — a opressora atmosfera de intransigência que tomou conta do planeta e de nossas vidas."