

O cinema está comemorando os 80 anos de nascimento de Marilyn Monroe.
Aqui uma homenagem à diva e aos fotógrafos maravilhosos que tiveram o prazer e a sorte de fotografá-la. 
Adoro este clip da Bjork que coloquei no blog...
**Agradecimentos:
1 -Gostaria de agradecer os alunos que tem visitado o blog e o fotolog, comentando e contribuindo... Não posso aqui, nomear a todos, mas fica , meu agradecimento sincero pelo respeito e pelo carinho.
2- A foto aí embaixo foi feita durante as minhas aulas de foto em XXE pelos alunos Pacheco e Silvonei, o popular Biri :).
Um belo dia, eles apareceram com a foto ampliada (o fizeram nas aulas de revelação e ampliação durante a disciplina) e com uma dedicatória atrás, presenteando-me. Guardo-a, desde então, com muito carinho. Na época fiquei emocionada com o gesto de afeto e partilho aqui com vocês, a gentileza e o carinho deles. Obrigada, meninos, vocês são uns amores.
Busca pelo apoio
Essa é uma campanha de um grupo de teatro baiano que pediu, através do ensaio fotográfico veiculado na mídia, para que o designer Fernando Pires ("o divino!") doasse os sapatos para a peça.

Conhecimento é dor.
Para seu desespero enquanto: brasileiro e contribuinte.
Quanto ganham os políticos?
Presidente -R$ 8.845,00
Ministro - R$8.362,00
Deputados & Senadores- R$ 12.720,00
Dep. Estaduais - R$ 9.635,00
Ministros do Supremo Tribunal Federal (PASMEM!) R$ 24.500,00
Leonardo Da Vinci na net
www.museoscenza.org/english/leonardo/invenzioni.html.
Super exposição - intervenão fotográfica e na psiagem urbana
"Ganhador do Oscar de Filme Estrangeiro de 2005, o filme espanhol Mar Adentro, de Alejandro Amenábar, traz um tema impactante e sempre polêmico, aqui tratado sem concessões ao sensacionalismo. O enredo narra a história, baseada em fatos reais, de Ramón Sampedro. Tetraplégico há 25 anos, ele tenta sem sucesso obter nos tribunais espanhóis o direito de morrer, enquanto familiares e amigos sofrem com as implicações éticas e sentimentais de sua decisão.Preste atenção na atuação superlativa de Javier Bardem, como o protagonista. Apenas com a expressão de seu rosto e a inflexão das palavras, o ator cria um personagem galante e expõe a tragédia humana sem jamais escorregar no melodrama. Mar Adentro não celebra a morte: pelo contrário, é um libelo à vontade de viver e à liberdade de escolha.”
Política da Moda:
"Terrorismo chique" soa meio mané, mas...
Arte e moda envolvendo a Prada + Meinhof

www.prada-meinhof.org
Revista literária de jovens escritores americanos...
www.mcsweeneys.net
15ª Feira de Arte contemporânea de Buenos Aires: 57 artista brasileiros
www.arteba.org
Entrevista com o arquiteto Paulo Mendes. Um cara de idéias muito claras e legais.
www.bravoonline.com.br
Outro site legal é o www.overmundo.com.br (obrigado pela dica, will! Conteúdo cultural enorme.
The devil wears Prada (O diabo veste Prada)

Um bom filme. Educativo. Forte até pára quem já havia visto documentários, fotos e arquivos sobre barbaridades produzidas por quase toda uma nação em favor da "supremacia" de uma raça...Atentem para o problema de matemática da filha do tenente...
"Kurt Gerstein (Ulrich Tukur) é um oficial do Terceiro Reich que trabalhou na elaboração do Zyklon B, gás mortífero originalmente desenvolvido para a matança de animais mas usado para exterminar milhares de judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Gerstein se revolta com o que testemunha e tenta informar os aliados sobre as atrocidades nos campos de concentração. Católico, busca chamar a atenção do Vaticano, mas suas denúncias são ignoradas pelo alto clero. Apenas um jovem jesuíta lhe dá ouvidos e o ajuda a organizar uma campanha para que o Papa (Marcel Iures) quebre o silêncio e se manifeste contra as violências ocorridas em nome da supremacia racial ariana. " www.adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/amen/amen.htm - 18k -
PS: O Vaticano se pronunciou contra a imagem, feita pelo fotógrafo italiano Oliviero Toscani, o mesmo dos anúncios da Benetton. Por que será?
Quem é o Diretor?
"Konstantinos Costa-Gavras nasceu em Loutra-Iraias, Grécia, mas sua carreira sempre esteve ligada ao cinema francês e norte-americano, tanto que referências a seus (meus?)* trabalhos usam “Constantin”, uma versão adaptada de seu primeiro nome. O cineasta começou seu trabalho em Paris, onde foi morar em 1951, aos 18 anos.
O primeiro longa-metragem que dirigiu foi “Crime no Carro Dormitório”, em 1965. A partir de sua segunda produção, “Um Homem a Mais” (1966), o grego passou a mostrar sua preferência por filmes que denunciassem o abuso de autoridades governamentais e outros temas polêmicos.
Em 1969, realiza um de seus filmes mais importantes. Costa-Gavras adapta um romance do escritor conterrâneo Vassilis Vassilikos e produz “Z”, denunciando a opressão promovida pelo governo militar da Grécia (o governo militar brasileiro censurou o filme na época). O filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado e melhor diretor.
Ele voltou a ser lembrado pela Academia de Cinema de Hollywood em 1982, pelo filme “Desaparecido - Um Grande Mistério”, que mostra a realidade do governo militar chileno de Pinochet. Dessa vez Costa-Gavras levou a estatueta por melhor roteiro adaptado. Pelo mesmo filme o diretor ganhou a Palma de Ouro em Cannes.
As películas do diretor grego continuaram denunciando autoridades, de governos esquerdistas do Leste Europeu a grupos terroristas uruguaios. Uma rara exceção foi “Um Homem, Uma Mulher, Uma Noite” (1979), filme com boa repercussão entre o público ao explorar o universo feminino.
Costa-Gavras também dirigiu “O Quarto Poder”. No filme, estrelado por John Travolta e Dustin Hoffman, o cineasta mostra como a imprensa lida com os fatos e manipula a opinião pública." http://br.yahoo.com/olimpiadas2004/especiais/grecia_4_costagravas.php

1 - Foto de Sebastião Salgado
2 - Campo de Concentração - Segunda Guerra Mundial
3 - Soldado americano ausando de prisioneiro
E a repórter da Globo perguntado para o menino favelado que acabara de responder que queria ser médico quando adulto: "E você acha que vai conseguir?"
O que ela quer qu ele responda?
E a Regina Casé no Fantástico? Eu adoro essa mulher... Ela é um talento mesmo! E ainda dá "aquele" recado! Ela é ótima!
E o "Sob Nova Direção"?
"Pit tem um terrível pesadelo que a faz tomar uma atitude drástica. Ela sonha que está lá pelos anos 2046 e descobre que ela e Belinha estão velhas, solteiras, sem filhos e criando um pequeno marginal. Diante deste quadro pavoroso, ela decide interferir drasticamente em seu trágico destino e resolve que vai ter um filho já. E, para isso, recorre a um Banco de Sêmen."
"É para matar..." Solteira. Sem filho.Criando marginal (diga-se afrodescendente)... Que destino cruel, não? Só porque ficaram solteiras, sem filhos e adotaram alguém... Meu Deus! O texto desse seriado é um horror!
Clip da Madonna - Human Nature - Adoro essa música e essa letra :)
Fotolog: www.universo_paralelo.gigafoto.com
Meu feriado estava bom.Curitiba e baladinha. Porque, me desculpe, festa em ctba é baladinha. E não é porque sou metida, não...É porque não dá para "levar a sério" balada que toca Offer Nissim, Tiësto com... Vanessa Da Mata... Pardon de moi!
Mas cidade grande é sempre bom, né? A feirinha estava ótima e os brechós também!Museu, exposição, cinema...Gente bonita, gente diferente... :) Eu adoro isso!
Ahhh....Conhecemos também "Morrestes" (Hehehe..."Brigada", Rafa!Perfeito!), digo Morretes e Antonina.A Serra da Graciosa é bem bonita.
Mais um domingo e mais um show de horrores jornalístico do Fantástico.
Primeiro foi a Glória Maria e a matéria na San Andres, Colômbia...
Pergunta inteligente da repórter:
"O que a senhora fez para chegar até os cento e seis anos?"
Comentário brilhante da repórter:
"Nossa!!!!!! Cento e seis anos e nenhuma rugaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!"
Acompanhamos, então, digníssima repórter mergulhando de biquini nas águas do tal paraíso! Sem qualquer propósito jornalístico!! SOS!!!
*Segunda parte do show de horrores
Matéria sobre Maria Madalena... Pegaram a Maria Madalena para Judas.
Eu acho uma coisa horrorosa ficar, dois mil e tantos anos depois, espancando, in memorian, alguém que já morreu. Não foi Jesus que ensinou a perdoar?
Anyway...
"Por Marcos Losekann, em Magdala, Israel. João Pedro Paes Leme, em Saintes Maries de la Mer, França. E Zeca Camargo, do Rio de Janeiro. "
A matéria faz um perfil de Maria Madalena: Apóstola para a História. Mulher para a humanidade. Desacreditada, desvirtuada pela Igreja. 
Bem, primeiramente, a faltou sensibilidade na produção. Três homens a fazer a matéria e muitos homens a falar sobre Maria Madalena. Como, e não lembro no momento o nome da feminista que disse isso, (mas a regina e a nana podem me ajudar, está na mono delas :)), como construir um discurso coeso e mais verdadeiro sobre a mulher quando é o homem que fala dela (de nós) o tempo todo.
Bem, fora a religiosidade, o que já deixou a matéria meio espetacular, vem a frase do repórter, para dar fundamento a uma crença, de que Maria Madalena teria chegado a França de barco:
"... A idade de 55 a 60 anos. Exatamente a que ela teria se estivesse viva..."
55 a 60 anos? Exatamente? teria? Parece que nada funcionou na frase. Muito menos o aspecto jornalístico da matéria
Para piorar:
“Ela não foi propriamente uma apóstola, mas sim, discípula do Cristo, fiel seguidora do Cristo”, afirma Dom Anselmo.
Bem, acho que ele não estava por lá.
“O fato dele aceitar uma prostituta, uma antiga prostituta, no seu grupo, é sinal também do seu amor. Santa Maria Madalena também é a figura do homem que é pobre diante de Deus, no sentido que ele precisa sempre da misericórdia de Deus”, pondera Dom Anselmo."
AHHHH, claro! Não bastasse denegrir a imagem de uma apóstola por ser mulher, coisa que já se sabe desde 1950, segundo estudiosos do tema, a igreja, agora coloca, Maria Madalena, uma mulher, como "a figura do homem que é pobre diante de Deus, no sentido que ele precisa sempre da misericórdia de Deus."Ai, Jesus, perdoai, porque eles sabem o que fazem e o que fizeram.
**Olha só, a quem interessar possa: tem clip novo. Coloquei o show do Miguel Bose, dublando "un año de amor", que está no filme "De Salto Alto", do Almodovar.
Avassaladoras? (Rede Record)
Não! Avassaladas!! Que porcaria de seriado é esse, Jesus?!
Tudo é ruim: atuação, edição, roteiro... Os diálogos são de chorar. Um pavor!
O Ministério da Sáude adverte, assistir isso causa enjôo...
Correção
O grupo das meninas da matéria que mencionei outro dia, que foram ao GUGU, era composto das alunas: Greice, Nana, Regina, Luci e da Ana Paula Roncaglio, que não mencionei!! Sorry, Ana!
Corretivo
"O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez uma crítica velada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista gravada ontem ao Programa do Jô, da Globo. "Você não deve mudar o seu jeitão quando chega ao poder. Pobre quando chega lá em cima acha que é outra coisa", teria afirmado FHC, de acordo com o jornal o O Globo. " http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI951548-EI306,00.html
A crítica foi ao Lula ou à qualquer cidadão brasileiro que não tenha a sorte e a folga do ex-presidente? Independente de partido , as pessoas, os políticos têm que tomar mais cuidado com o que dizem... Soomente quem nasceu em "berço esplêndido", que nunca foi pobre ou que esqueceu o próprio passado de exilado, poderia comentar um negócio desses...
Abaixo a bio dele:
Filmes
V de Vingança
Filmes baseado nos quadrinhos de Alan Moore
Leia matéria na íntegra + trailer
http://www.bravonline.com.br/impressa.php?edit=ci&numEd=104
- The Edukators - Os educadores , de Hans Weingartner
"A cena inicial mostra bem a proposta: casal rico chega com os filhos em sua abastada mansão e encontra os móveis todos fora de lugar, com o som dentro da geladeira e os soldadinhos que decoram a sala no vaso sanitário. Junto, um bilhete: “Seus dias de riqueza estão contados. Assinado: Os Educadores”. A partir daí conhecemos os três protagonistas, Ian (Daniel Brühl, ator de “Adeus, Lênin” que tem inclusive outro filme no Festival do Rio, “Pra que Serve o Amor Só em Pensamento?") Peter (Stipe Erceg) e sua namorada, Jule (Julia Jentsch). Inicialmente apenas Ian e Peter, aproveitando uma lista de membros do Iate Clube e o conhecimento de um deles sobre sistemas de alarmes, invadem as casas para trocar as coisas de lugar e deixar os bilhetes, “somente para assustar”. Nada é roubado. Logo após, Jule se junta a Ian nas investidas. Quando são confrontados com a necessidade de um seqüestro, os personagens acabam discutindo entre si e com o rico seqüestrado situações de vida, de destino, mudanças de comportamento por causa de dinheiro e que fim levou a rebeldia de outrora no mundo capitalista no qual o planeta se tornou. Durante esses papos-cabeça, forma-se lentamente um triângulo amoroso e os protagonistas se aproximam cada vez mais. O sentimento surge quando as ações dos educadores passam a ser também gradativamente criminais." http://www.cineminha.com.br/noticias.asp?ID=2187
Fotografia
- O fotógrafo inglês Nick Waplington é, praticamente, um antropólogo. Ele fotografa famílias que se recusam, ou não conseguem, viver segundo regras e normas sociais. Brilhante e engajado.
- Site com ótimos fotografos reunidos 
http://www.art-dept.com/photo/
- Ótimo site!
Aulas em vídeo, fotos, dicas, equipamentos e muito mais... Em inglês
www.photo.net
Fotografia, cartoons, e tudo o mais...
http://www.deviantart.com/
Para os alunos de design e interessados
A galeria londrina V & A apresenta eposição modernista. São peças domésticas, móveis , carros, e roupas que reverenciam a crença do modernismo na tecnologia como conquista da humanidade.
www.vam.ac.uk
HQ
Companhia das Letras lança Persépolis, de Marjane Satrapi
Os quatro volumes já venderam mais de 250 mil exemplares na França.
Marjane Satrapi era apenas uma criança quando a revolução islâmica derrubou o xá do Irã, em 1979. Bisneta do antigo rei da Pérsia, ela cresceu em uma família de esquerda, moderna e ocidentalizada, e estudou numa escola francesa e laica.
Com a chegada dos extremistas ao poder, as meninas foram obrigadas a usar o véu na escola e a estudar em classes separadas dos meninos. Era só o início de uma série de mudanças profundas em sua vida - assim como na de todos em seu país. Apesar de narrar a tragédia que foi a implantação do regime xiita no Irã, não faltam à trama humor e sarcasmo para narrar os acontecimentos políticos de um ponto de vista único, que desfaz os lugares-comuns sobre o país e conta sua história antiga e recente.
Na aparente simplicidade da narrativa e dos desenhos, revelam-se as nuances de um complicado processo histórico, que até hoje tem seus desdobramentos.A ascensão dos radicais religiosos a princípio foi vista pelos progressistas iranianos como uma autêntica manifestação do povo, que estaria usando a religião como um mero pretexto para sair às ruas e derrubar um tirano. Não foi o que aconteceu: o regime xiita se radicalizou de maneira tão brutal que até mesmo Marjane, aos catorze anos, foi para o exílio na Áustria, pois a vida no país se tornara uma sucessão de carnificinas, sempre em nome de Deus e da justiça.
A convivência com a brutalidade leva Marjane a desenvolver uma consciência política rara em crianças: seu livro preferido, por exemplo, é uma história em quadrinhos chamada Materialismo Dialético, em que Descartes e Marx travam uma improvável disputa intelectual. Parte de sua revolta vem da constatação de que sua família, que tem empregada e um Cadillac, é privilegiada num país miserável.Persépolis foi lançado na França, em 2001, por uma pequena editora independente. Tornou-se um fenômeno de crítica e público.
No mesmo ano, o primeiro volume ganhou o importante prêmio do Festival de Angoulême, na França. A série teve os direitos de publicação vendidos para Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Israel, Suécia, Finlândia, Noruega, Japão, Coréia do Sul, Hong Kong, Turquia e Estados Unidos.Marjane Satrapi nasceu em 1969, em Teerã. Mora em Paris desde 1994.Em tempo: Persepólis foi considerada a melhor história em quadrinhos de 2004 pela Feira do Livro de Frankfurt. O anúncio foi feito pelo júri, que elogiou, sobretudo, a qualidade literária da obra.A série toda é formada por quatro livros, sendo:Livro 1: A revolução islâmica vivida por uma menina de dez anos;Livro 2: Da guerra Irã Iraque ao exílio em Viena;Livro 3: A vida em Viena e o choque cultural;Livro 4: A volta ao Irã depois do exílio europeu.
Música
Novo Cd de Marisa Monte...
http://www.bravonline.com.br/impressa.php?edit=mu&numEd=104
Gostaria de parabenizar as alunas Regina, Nana, Luci e Greice pelo esforço que resultou numa matéria que interessou uma rede de tv nacional. Que sirva de exemplo para os demais estudantes: vocês podem colher os frutos do trabalho bem feito, do esforço, da dedicação...Mas para isso vocês precisam plantar antes. E as meninas plantaram...
Bjs para todos!
Saibam mais sobre o festival!
http://www.itsalltrue.com.br/2006/index_2006.html
"Como Orson Welles fez o cinema mudar"
Com décadas de atraso, chega ao Brasil livro que inaugurou estudos sobre o cineasta
americano
POR ALEXANDRE AGABITI FERNANDEZ
ORSON WELLESAndré Bazin, Jorge Zahar Editor, 196 págs., R$ 29,50
A partir dos primeiros anos da década de 1950, uma certa crítica francesa, agrupada nas páginas à época amarelas da revista Cahiers du cinéma, começou a reabilitar o cinema americano, dando envergadura autoral a alguns de seus diretores. Cineastas em geral integrados às engrenagens do modo de produção hollywoodiano, ao cinema de divertimento - como Alfred Hitchcock, Haward Hawks, Douglas Sirk, Erich von Stroheim - foram legitimados culturalmente e tratados como criadores - em pé de igualdade com escritores e pintores. Louvava-se neles a capacidade de expressão de um universo pessoal, apesar das inúmeras restrições impostas pela indústria em praticamente todas as etapas da criação e da produção cinematográficas. Essa capacidade estava menos na temática do que na forma, na Mise-en-scène, aspecto pouco desenvolvido pela crítica da época, que começou a ser explorado. Em fevereiro de 1955 surgia a expressão "política dos autores", cavalo de batalha dos jovens críticos da revista, como Jean-Luc Godard, François Truffaut e Jacques Rivette, que não tardariam em rodar seus primeiros longas-metragens. 
Ao lado de Jacques Doniol-Valcroze, André Bazin (1915-1958) fundara os Cahiers em 1951. Um ano antes havia publicado um livro sobre Orson Welles (1918-1985), obra considerada como antevisão da "política dos autores", apesar de Welles nunca ter sido um cineasta afeito aos rígidos padrões da produção industrial. Suas relações com Hollywood foram conturbadas desde sua estréia no cinema, com Cidadão Kane (1941), filme que marcou os cinéfilos franceses assim que foi lançado em Paris, em 1946. Bazin morreu logo depois de preparar a segunda edição da obra, acrescida de análises dos filmes rodados pelo diretor americano durante os anos 1950, além de duas longas entrevistas realizadas em 1958. É este livro pioneiro nos estudos wellesianos, enriquecido pelo longo prefácio escrito por Truffaut em 1978 para a edição americana, que o leitor brasileiro tem agora em mãos, com décadas de atraso.
Em 1950, Bazin saudou Welles como um dos mais inventivos diretores do pósguerra. Foi o primeiro a perceber que a modernidade de seu cinema residia no fato de colocar o espectador em um novo lugar, de convidá-lo a participar do processo de criação de sentido do filme. Bazin analisa minuciosamente o papel das técnicas empregadas pelo cineasta americano, como o uso da lente grande-angular, que oferece um campo visual maior, com mais profundidade de campo; os enquadramentos em câmera baixa; os cenários com teto; os longos planos-seqüência; a relação direta entre atores e cenário. A discussão desses procedimentos que dão corpo à Mise-enscène - muitos deles praticados no período do cinema mudo e colocados de lado com o advento do filme sonoro - deixa claro que "a técnica não é apenas uma outra maneira de pôr em cena, ela põe em causa a própria natureza da narrativa", intuição que mudou o modo de pensar o cinema.
O cineasta, em cena do filme Cidadão Kane, sua estréia no cinema
Às certezas da decupagem clássica, Welles opõe as dúvidas do plano-seqüência. Em nome da univocidade e da verossimilhança, a decupagem clássica decompõe o relato em uma série de planos capazes de conduzir a atenção do espectador para este ou aquele aspecto que se deseja realçar. O planoseqüência é uma linguagem sintética que mantém a continuidade espaço-temporal, preserva o trabalho do ator, recusa julgamentos e maniqueísmos, oferecendo o que o crítico francês chamou de "ambivalência ontológica da realidade". No plano-seqüência, o espectador é obrigado a usar sua liberdade e inteligência para deduzir relações implícitas (entre os personagens, destes com o cenário ou com o relato), participando assim da elaboração do sentido do filme. Na decupagem clássica essas relações nada têm de implícitas. São exibidas na tela "como peças de um motor desmontado" graças à multiplicação de planos - convenção que dirige a atenção do espectador e faz desaparecer contradições que poderiam "perturbar" o sentido que se procura afirmar, fundando um modelo de fruição cinematográfica bem pouco exigente. Essas concepções são magistralmente expostas nas análises da cena da tentativa de suicídio de Susan em Cidadão Kane e da cena da cozinha de Soberba (1942), que são o ponto alto do livro e se tornaram paradigmáticas.
A partir desse conjunto de idéias, Bazin analisou aspectos de outros expoentes do cinema moderno, como o neo-realismo italiano, filmes de Jean Renoir, Roberto Rossellini, Jacques Tati, Akira Kurosawa, Luis Buñuel. E sem dúvida alguma nutriu o cinema de Jean-Luc Godard, que não viveu para conhecer, talvez o que mais abertamente cultiva a dúvida e a multiplicidade de sentidos, o mais radicalmente moderno no sentido baziniano.
ANDRE BAZIN nasceu em Angers, na França, em 1918. Teórico e crítico de cinema, fundou o Cahiers do cinéma, em 1951, ao lado de Jacques Doniol-Valcroze e Lo Duca. Um dos pensadores da nouvelle vague, era amigo pessoal de cineastas como Godard, Truffaut, Bresson, Buñuel, Carné e Cocteau. Morreu em 1958."
Para quem quer ver uma performance do Offer Nissim... Dj tem que "ir" junto...
http://youtube.com/watch?v=RXyjVcRBG_w
Em seus desdobramentos individuais e coletivos, a intolerâncioa é o tema comum na diversidade de atrações da 29ª Mostra Internacional de Cinema em São PauloPor Graziella Beting
O que pode existir em comum entre cineastas tão diversos como o alemão Dennis Gansel, o dinamarquês Lars von Trier e o português Manoel de Oliveira? Em que pesem as diferenças de
origem e de técnicas cinematográficas, cada um deles mostra a preocupação de traduzir em imagem e narrativa as várias faces da intolerância de nossos tempos. É o que pode ser visto em seus filmes mais recentes, atrações da 29ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Mas o tema não está restrito às produções de maior evidência e é recorrente em grande parte dos 200 filmes e dezenas de curtas-metragens da mostra, que retratam as pressões sofridas pelo homem contemporâneo e suas estratégias para enfrentar, além de seus próprios medos, a família, o grupo ou o Estado — em uma palavra, o outro.Não é de hoje que a intolerância está associada ao cinema — ao contrário, remete a sua própria origem. Por conta de O Nascimento de uma Nação (1915) — o primeiro longa-metragem da história — D.W. Griffith foi acusado de racismo numa narrativa épica sobre a América e a fundação da Ku Klux Klan. Para tentar se defender das críticas, lançou no ano seguinte um filme intitulado, justamente, Intolerância. Seu objetivo foi mostrar, em quatro histórias, que o conflito com o outro, com o diferente, sempre esteve presente na história: na queda da Babilônia, na crucificação de Cristo, no Massacre de São Bartolomeu e na discussão contemporânea sobre a pena de morte.
Obviamente, há uma grande diferença entre Intolerância e a reflexão que aparece nos longas exibidos pela mostra deste ano. Como pregava o subtítulo do épico de Griffith, para o cineasta a intolerância era a “batalha do amor através dos tempos”. Hoje a intolerância assumiu outras facetas, e mudaram as maneiras de retratá-la. Existem as mais tradicionais, como a de Gansel, que volta à Alemanha nazista em Napola para contar a história de FriedrichWeimer. Ele é um jovem que, contra a vontade dos pais, se inscreve numa das escolas (as napolas) criadas pelo regime para preparar a futura elite do país. O que parecia promissor, aos poucos mostra-se cruel: os estudantes são submetidos ao autoritarismo e à violência psicológica de professores e oficiais.
De maneira diversa, e só para citar outro exemplo, há a exploração das mesquinharias humanas em Manderlay, de Lars von Trier, filme que dá continuidade a sua trilogia sobre os Estados Unidos iniciada com Dogville. E em muitos outros casos, a intolerância aparece em conflitos de grupo que refletem grandes questões contemporâneas, ou, ao contrário, até mesmo em histórias mais subjetivas ou pertencentes à vida privada. Para dar conta dessa diversidade, BRAVO! preparou quatro roteiros com produções que serão apresentadas ao público em 12 salas da capital paulista. Na edição impressa, estão as diferentes maneiras de discutir — e buscar compreender — a opressora atmosfera de intransigência que tomou conta do planeta e de nossas vidas."










