Meu feriado estava bom.Curitiba e baladinha. Porque, me desculpe, festa em ctba é baladinha. E não é porque sou metida, não...É porque não dá para "levar a sério" balada que toca Offer Nissim, Tiësto com... Vanessa Da Mata... Pardon de moi!
Mas cidade grande é sempre bom, né? A feirinha estava ótima e os brechós também!Museu, exposição, cinema...Gente bonita, gente diferente... :) Eu adoro isso!

Ahhh....Conhecemos também "Morrestes" (Hehehe..."Brigada", Rafa!Perfeito!), digo Morretes e Antonina.A Serra da Graciosa é bem bonita.

Mais um domingo e mais um show de horrores jornalístico do Fantástico.

Primeiro foi a Glória Maria e a matéria na San Andres, Colômbia...

Pergunta inteligente da repórter:

"O que a senhora fez para chegar até os cento e seis anos?"

Comentário brilhante da repórter:

"Nossa!!!!!! Cento e seis anos e nenhuma rugaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!"

Acompanhamos, então, digníssima repórter mergulhando de biquini nas águas do tal paraíso! Sem qualquer propósito jornalístico!! SOS!!!

*Segunda parte do show de horrores

Matéria sobre Maria Madalena... Pegaram a Maria Madalena para Judas.
Eu acho uma coisa horrorosa ficar, dois mil e tantos anos depois, espancando, in memorian, alguém que já morreu. Não foi Jesus que ensinou a perdoar?

Anyway...

"Por Marcos Losekann, em Magdala, Israel. João Pedro Paes Leme, em Saintes Maries de la Mer, França. E Zeca Camargo, do Rio de Janeiro. "

A matéria faz um perfil de Maria Madalena: Apóstola para a História. Mulher para a humanidade. Desacreditada, desvirtuada pela Igreja.

Bem, primeiramente, a faltou sensibilidade na produção. Três homens a fazer a matéria e muitos homens a falar sobre Maria Madalena. Como, e não lembro no momento o nome da feminista que disse isso, (mas a regina e a nana podem me ajudar, está na mono delas :)), como construir um discurso coeso e mais verdadeiro sobre a mulher quando é o homem que fala dela (de nós) o tempo todo.

Bem, fora a religiosidade, o que já deixou a matéria meio espetacular, vem a frase do repórter, para dar fundamento a uma crença, de que Maria Madalena teria chegado a França de barco:

"... A idade de 55 a 60 anos. Exatamente a que ela teria se estivesse viva..."

55 a 60 anos? Exatamente? teria? Parece que nada funcionou na frase. Muito menos o aspecto jornalístico da matéria

Para piorar:

“Ela não foi propriamente uma apóstola, mas sim, discípula do Cristo, fiel seguidora do Cristo”, afirma Dom Anselmo.

Bem, acho que ele não estava por lá.

“O fato dele aceitar uma prostituta, uma antiga prostituta, no seu grupo, é sinal também do seu amor. Santa Maria Madalena também é a figura do homem que é pobre diante de Deus, no sentido que ele precisa sempre da misericórdia de Deus”, pondera Dom Anselmo."

AHHHH, claro! Não bastasse denegrir a imagem de uma apóstola por ser mulher, coisa que já se sabe desde 1950, segundo estudiosos do tema, a igreja, agora coloca, Maria Madalena, uma mulher, como "a figura do homem que é pobre diante de Deus, no sentido que ele precisa sempre da misericórdia de Deus."

Ai, Jesus, perdoai, porque eles sabem o que fazem e o que fizeram.

**Olha só, a quem interessar possa: tem clip novo. Coloquei o show do Miguel Bose, dublando "un año de amor", que está no filme "De Salto Alto", do Almodovar.

Avassaladoras? (Rede Record)

Não! Avassaladas!! Que porcaria de seriado é esse, Jesus?!

Tudo é ruim: atuação, edição, roteiro... Os diálogos são de chorar. Um pavor!
O Ministério da Sáude adverte, assistir isso causa enjôo...


Campanha publicitária divina da Maison Chanel para o perfume nº 5...

Bem, acho que é bom fazer um agradecimento público à Cristine Tomazoni por ter acolhido de forma tão simpática as acadêmicas que foram ao programa Domingo Legal. Agradeço porque possibilitou às meninas a visita as instalações do SBT e também porque se mostrou, pelo que me foi contado, muito humilde e profissional.
Então, como não é sempre que ouvimos falar de humildade e simpatia, ficam aqui minhas saudações para a colega.

Pensamento do domingo:





"Quem será que eu vou descobrir que eu fui?"


Correção
O grupo das meninas da matéria que mencionei outro dia, que foram ao GUGU, era composto das alunas: Greice, Nana, Regina, Luci e da Ana Paula Roncaglio, que não mencionei!! Sorry, Ana!

Corretivo

"O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez uma crítica velada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista gravada ontem ao Programa do Jô, da Globo. "Você não deve mudar o seu jeitão quando chega ao poder. Pobre quando chega lá em cima acha que é outra coisa", teria afirmado FHC, de acordo com o jornal o O Globo. " http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI951548-EI306,00.html

A crítica foi ao Lula ou à qualquer cidadão brasileiro que não tenha a sorte e a folga do ex-presidente? Independente de partido , as pessoas, os políticos têm que tomar mais cuidado com o que dizem... Soomente quem nasceu em "berço esplêndido", que nunca foi pobre ou que esqueceu o próprio passado de exilado, poderia comentar um negócio desses...
Abaixo a bio dele:

"Sociólogo, nascido na cidade do Rio de Janeiro, em 18 de junho de 1931. Após o golpe militar de 1964, exilou-se no Chile, integrando a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse período, lecionou no Chile, Argentina, México e França. Retornou ao Brasil em 1968, assumindo a cátedra de ciência política na USP até 1969, quando foi aposentado, compulsoriamente, por força do AI-5.
Nesse último ano, foi membro fundador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), passando a lecionar também em universidades americanas e européias. Publicou, entre outros trabalhos, Capitalismo e escravidão no Brasil meridional, sua tese de doutorado, e Dependência e desenvolvimento na América Latina, com o sociólogo chileno Enzo Faletto. Candidatou-se ao Senado em 1978 na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), como suplente de Franco Montoro. Em 1980, com o fim do bipartidarismo, foi um dos fundadores do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1983 assumiu a vaga de senador aberta com a candidatura de Franco Montoro ao governo do estado de São Paulo. Candidato à prefeitura de São Paulo nas eleições de 1985, foi derrotado por Jânio Quadros, do Partida Trabalhista Brasileiro (PTB). Reelegeu-se senador pelo estado de São Paulo em 1986, ainda na legenda do PMDB, e dois anos depois fundou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ao lado de Franco Montoro e Mário Covas, entre outros, tornando-se líder da nova legenda no Senado (1988 - 1992). Foi ministro das Relações Exteriores (1992 - 1993) e ministro da Fazenda (1993 - 1994) durante o governo Itamar Franco. Candidato à presidência da República pela coligação PSDB / PFL / PTB, elegeu-se no primeiro turno eleitoral, em 3 de outubro de 1994, tendo obtido 54,3% dos votos válidos. Reelegeu-se presidente da República em 1998 pela coligação PSDB / PFL / PTB / PPB."
Faltou a memória de pobreza (e o cuidado com aqueles que são pobres) e o respeito ao próprio passado...

Seqüência 1

A festa estava ótima :) E as piadas também...







Seqüência 2

As mãos dançantes

Quando a gente já está cansado de dançar em pé...dança deitado :)




Boa festa, bons amigos !:)

Filmes

V de Vingança
Filmes baseado nos quadrinhos de Alan Moore

Leia matéria na íntegra + trailer

http://www.bravonline.com.br/impressa.php?edit=ci&numEd=104

- The Edukators - Os educadores , de Hans Weingartner
"A cena inicial mostra bem a proposta: casal rico chega com os filhos em sua abastada mansão e encontra os móveis todos fora de lugar, com o som dentro da geladeira e os soldadinhos que decoram a sala no vaso sanitário. Junto, um bilhete: “Seus dias de riqueza estão contados. Assinado: Os Educadores”. A partir daí conhecemos os três protagonistas, Ian (Daniel Brühl, ator de “Adeus, Lênin” que tem inclusive outro filme no Festival do Rio, “Pra que Serve o Amor Só em Pensamento?") Peter (Stipe Erceg) e sua namorada, Jule (Julia Jentsch). Inicialmente apenas Ian e Peter, aproveitando uma lista de membros do Iate Clube e o conhecimento de um deles sobre sistemas de alarmes, invadem as casas para trocar as coisas de lugar e deixar os bilhetes, “somente para assustar”. Nada é roubado. Logo após, Jule se junta a Ian nas investidas. Quando são confrontados com a necessidade de um seqüestro, os personagens acabam discutindo entre si e com o rico seqüestrado situações de vida, de destino, mudanças de comportamento por causa de dinheiro e que fim levou a rebeldia de outrora no mundo capitalista no qual o planeta se tornou. Durante esses papos-cabeça, forma-se lentamente um triângulo amoroso e os protagonistas se aproximam cada vez mais. O sentimento surge quando as ações dos educadores passam a ser também gradativamente criminais." http://www.cineminha.com.br/noticias.asp?ID=2187

Fotografia
- O fotógrafo inglês Nick Waplington é, praticamente, um antropólogo. Ele fotografa famílias que se recusam, ou não conseguem, viver segundo regras e normas sociais. Brilhante e engajado.

- Site com ótimos fotografos reunidos

http://www.art-dept.com/photo/


- Ótimo site!
Aulas em vídeo, fotos, dicas, equipamentos e muito mais... Em inglês
www.photo.net


Fotografia, cartoons, e tudo o mais...

http://www.deviantart.com/

Para os alunos de design e interessados

A galeria londrina V & A apresenta eposição modernista. São peças domésticas, móveis , carros, e roupas que reverenciam a crença do modernismo na tecnologia como conquista da humanidade.

www.vam.ac.uk


HQ

Companhia das Letras lança Persépolis, de Marjane Satrapi

Os quatro volumes já venderam mais de 250 mil exemplares na França.
Marjane Satrapi era apenas uma criança quando a revolução islâmica derrubou o xá do Irã, em 1979. Bisneta do antigo rei da Pérsia, ela cresceu em uma família de esquerda, moderna e ocidentalizada, e estudou numa escola francesa e laica.

Com a chegada dos extremistas ao poder, as meninas foram obrigadas a usar o véu na escola e a estudar em classes separadas dos meninos. Era só o início de uma série de mudanças profundas em sua vida - assim como na de todos em seu país. Apesar de narrar a tragédia que foi a implantação do regime xiita no Irã, não faltam à trama humor e sarcasmo para narrar os acontecimentos políticos de um ponto de vista único, que desfaz os lugares-comuns sobre o país e conta sua história antiga e recente.

Na aparente simplicidade da narrativa e dos desenhos, revelam-se as nuances de um complicado processo histórico, que até hoje tem seus desdobramentos.A ascensão dos radicais religiosos a princípio foi vista pelos progressistas iranianos como uma autêntica manifestação do povo, que estaria usando a religião como um mero pretexto para sair às ruas e derrubar um tirano. Não foi o que aconteceu: o regime xiita se radicalizou de maneira tão brutal que até mesmo Marjane, aos catorze anos, foi para o exílio na Áustria, pois a vida no país se tornara uma sucessão de carnificinas, sempre em nome de Deus e da justiça.

A convivência com a brutalidade leva Marjane a desenvolver uma consciência política rara em crianças: seu livro preferido, por exemplo, é uma história em quadrinhos chamada Materialismo Dialético, em que Descartes e Marx travam uma improvável disputa intelectual. Parte de sua revolta vem da constatação de que sua família, que tem empregada e um Cadillac, é privilegiada num país miserável.Persépolis foi lançado na França, em 2001, por uma pequena editora independente. Tornou-se um fenômeno de crítica e público.

No mesmo ano, o primeiro volume ganhou o importante prêmio do Festival de Angoulême, na França. A série teve os direitos de publicação vendidos para Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Israel, Suécia, Finlândia, Noruega, Japão, Coréia do Sul, Hong Kong, Turquia e Estados Unidos.Marjane Satrapi nasceu em 1969, em Teerã. Mora em Paris desde 1994.Em tempo: Persepólis foi considerada a melhor história em quadrinhos de 2004 pela Feira do Livro de Frankfurt. O anúncio foi feito pelo júri, que elogiou, sobretudo, a qualidade literária da obra.A série toda é formada por quatro livros, sendo:Livro 1: A revolução islâmica vivida por uma menina de dez anos;Livro 2: Da guerra Irã Iraque ao exílio em Viena;Livro 3: A vida em Viena e o choque cultural;Livro 4: A volta ao Irã depois do exílio europeu.

Música

Novo Cd de Marisa Monte...

http://www.bravonline.com.br/impressa.php?edit=mu&numEd=104





Gostaria de parabenizar as alunas Regina, Nana, Luci e Greice pelo esforço que resultou numa matéria que interessou uma rede de tv nacional. Que sirva de exemplo para os demais estudantes: vocês podem colher os frutos do trabalho bem feito, do esforço, da dedicação...Mas para isso vocês precisam plantar antes. E as meninas plantaram...
Bjs para todos!

Mais uma cena para a gente pensar...e agir!




"Como Orson Welles fez o cinema mudar"
Com décadas de atraso, chega ao Brasil livro que inaugurou estudos sobre o cineasta
americano
POR ALEXANDRE AGABITI FERNANDEZ

ORSON WELLESAndré Bazin, Jorge Zahar Editor, 196 págs., R$ 29,50

A partir dos primeiros anos da década de 1950, uma certa crítica francesa, agrupada nas páginas à época amarelas da revista Cahiers du cinéma, começou a reabilitar o cinema americano, dando envergadura autoral a alguns de seus diretores. Cineastas em geral integrados às engrenagens do modo de produção hollywoodiano, ao cinema de divertimento - como Alfred Hitchcock, Haward Hawks, Douglas Sirk, Erich von Stroheim - foram legitimados culturalmente e tratados como criadores - em pé de igualdade com escritores e pintores. Louvava-se neles a capacidade de expressão de um universo pessoal, apesar das inúmeras restrições impostas pela indústria em praticamente todas as etapas da criação e da produção cinematográficas. Essa capacidade estava menos na temática do que na forma, na Mise-en-scène, aspecto pouco desenvolvido pela crítica da época, que começou a ser explorado. Em fevereiro de 1955 surgia a expressão "política dos autores", cavalo de batalha dos jovens críticos da revista, como Jean-Luc Godard, François Truffaut e Jacques Rivette, que não tardariam em rodar seus primeiros longas-metragens.
Ao lado de Jacques Doniol-Valcroze, André Bazin (1915-1958) fundara os Cahiers em 1951. Um ano antes havia publicado um livro sobre Orson Welles (1918-1985), obra considerada como antevisão da "política dos autores", apesar de Welles nunca ter sido um cineasta afeito aos rígidos padrões da produção industrial. Suas relações com Hollywood foram conturbadas desde sua estréia no cinema, com Cidadão Kane (1941), filme que marcou os cinéfilos franceses assim que foi lançado em Paris, em 1946. Bazin morreu logo depois de preparar a segunda edição da obra, acrescida de análises dos filmes rodados pelo diretor americano durante os anos 1950, além de duas longas entrevistas realizadas em 1958. É este livro pioneiro nos estudos wellesianos, enriquecido pelo longo prefácio escrito por Truffaut em 1978 para a edição americana, que o leitor brasileiro tem agora em mãos, com décadas de atraso.
Em 1950, Bazin saudou Welles como um dos mais inventivos diretores do pósguerra. Foi o primeiro a perceber que a modernidade de seu cinema residia no fato de colocar o espectador em um novo lugar, de convidá-lo a participar do processo de criação de sentido do filme. Bazin analisa minuciosamente o papel das técnicas empregadas pelo cineasta americano, como o uso da lente grande-angular, que oferece um campo visual maior, com mais profundidade de campo; os enquadramentos em câmera baixa; os cenários com teto; os longos planos-seqüência; a relação direta entre atores e cenário. A discussão desses procedimentos que dão corpo à Mise-enscène - muitos deles praticados no período do cinema mudo e colocados de lado com o advento do filme sonoro - deixa claro que "a técnica não é apenas uma outra maneira de pôr em cena, ela põe em causa a própria natureza da narrativa", intuição que mudou o modo de pensar o cinema.
O cineasta, em cena do filme Cidadão Kane, sua estréia no cinema
Às certezas da decupagem clássica, Welles opõe as dúvidas do plano-seqüência. Em nome da univocidade e da verossimilhança, a decupagem clássica decompõe o relato em uma série de planos capazes de conduzir a atenção do espectador para este ou aquele aspecto que se deseja realçar. O planoseqüência é uma linguagem sintética que mantém a continuidade espaço-temporal, preserva o trabalho do ator, recusa julgamentos e maniqueísmos, oferecendo o que o crítico francês chamou de "ambivalência ontológica da realidade". No plano-seqüência, o espectador é obrigado a usar sua liberdade e inteligência para deduzir relações implícitas (entre os personagens, destes com o cenário ou com o relato), participando assim da elaboração do sentido do filme. Na decupagem clássica essas relações nada têm de implícitas. São exibidas na tela "como peças de um motor desmontado" graças à multiplicação de planos - convenção que dirige a atenção do espectador e faz desaparecer contradições que poderiam "perturbar" o sentido que se procura afirmar, fundando um modelo de fruição cinematográfica bem pouco exigente. Essas concepções são magistralmente expostas nas análises da cena da tentativa de suicídio de Susan em Cidadão Kane e da cena da cozinha de Soberba (1942), que são o ponto alto do livro e se tornaram paradigmáticas.
A partir desse conjunto de idéias, Bazin analisou aspectos de outros expoentes do cinema moderno, como o neo-realismo italiano, filmes de Jean Renoir, Roberto Rossellini, Jacques Tati, Akira Kurosawa, Luis Buñuel. E sem dúvida alguma nutriu o cinema de Jean-Luc Godard, que não viveu para conhecer, talvez o que mais abertamente cultiva a dúvida e a multiplicidade de sentidos, o mais radicalmente moderno no sentido baziniano.
ANDRE BAZIN nasceu em Angers, na França, em 1918. Teórico e crítico de cinema, fundou o Cahiers do cinéma, em 1951, ao lado de Jacques Doniol-Valcroze e Lo Duca. Um dos pensadores da nouvelle vague, era amigo pessoal de cineastas como Godard, Truffaut, Bresson, Buñuel, Carné e Cocteau. Morreu em 1958."

Para quem quer ver uma performance do Offer Nissim... Dj tem que "ir" junto...

http://youtube.com/watch?v=RXyjVcRBG_w

"Tolerância zero

Em seus desdobramentos individuais e coletivos, a intolerâncioa é o tema comum na diversidade de atrações da 29ª Mostra Internacional de Cinema em São PauloPor Graziella Beting
O que pode existir em comum entre cineastas tão diversos como o alemão Dennis Gansel, o dinamarquês Lars von Trier e o português Manoel de Oliveira? Em que pesem as diferenças de origem e de técnicas cinematográficas, cada um deles mostra a preocupação de traduzir em imagem e narrativa as várias faces da intolerância de nossos tempos. É o que pode ser visto em seus filmes mais recentes, atrações da 29ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Mas o tema não está restrito às produções de maior evidência e é recorrente em grande parte dos 200 filmes e dezenas de curtas-metragens da mostra, que retratam as pressões sofridas pelo homem contemporâneo e suas estratégias para enfrentar, além de seus próprios medos, a família, o grupo ou o Estado — em uma palavra, o outro.
Não é de hoje que a intolerância está associada ao cinema — ao contrário, remete a sua própria origem. Por conta de O Nascimento de uma Nação (1915) — o primeiro longa-metragem da história — D.W. Griffith foi acusado de racismo numa narrativa épica sobre a América e a fundação da Ku Klux Klan. Para tentar se defender das críticas, lançou no ano seguinte um filme intitulado, justamente, Intolerância. Seu objetivo foi mostrar, em quatro histórias, que o conflito com o outro, com o diferente, sempre esteve presente na história: na queda da Babilônia, na crucificação de Cristo, no Massacre de São Bartolomeu e na discussão contemporânea sobre a pena de morte.
Obviamente, há uma grande diferença entre Intolerância e a reflexão que aparece nos longas exibidos pela mostra deste ano. Como pregava o subtítulo do épico de Griffith, para o cineasta a intolerância era a “batalha do amor através dos tempos”. Hoje a intolerância assumiu outras facetas, e mudaram as maneiras de retratá-la. Existem as mais tradicionais, como a de Gansel, que volta à Alemanha nazista em Napola para contar a história de FriedrichWeimer. Ele é um jovem que, contra a vontade dos pais, se inscreve numa das escolas (as napolas) criadas pelo regime para preparar a futura elite do país. O que parecia promissor, aos poucos mostra-se cruel: os estudantes são submetidos ao autoritarismo e à violência psicológica de professores e oficiais.
De maneira diversa, e só para citar outro exemplo, há a exploração das mesquinharias humanas em Manderlay, de Lars von Trier, filme que dá continuidade a sua trilogia sobre os Estados Unidos iniciada com Dogville. E em muitos outros casos, a intolerância aparece em conflitos de grupo que refletem grandes questões contemporâneas, ou, ao contrário, até mesmo em histórias mais subjetivas ou pertencentes à vida privada. Para dar conta dessa diversidade, BRAVO! preparou quatro roteiros com produções que serão apresentadas ao público em 12 salas da capital paulista. Na edição impressa, estão as diferentes maneiras de discutir — e buscar compreender — a opressora atmosfera de intransigência que tomou conta do planeta e de nossas vidas."

http://www.bjksdigital.museusegall.org.br/



Entrem aí, gente. Revistas de cinema do princípio do século XX... Bem legal... Serve também para a turma de publicidade, porque tem umas propagandas incríveis :)

Para despertar a sesibilidade e a indignação

Afonso Romana de Sant´ana

SOBRE A ATUAL VERGONHA DE SER BRASILEIRO

"Projeto de Constituição atribuído a Capistrano de Abreu:
Art. 1º - Todo brasileiro deve ter vergonha na cara.
Parágrafo único:
Revogam-se as disposições em contrário."

Que vergonha, meu Deus! ser brasileiro

e estar crucificado num cruzeiro
erguido num monte de corrupção.
Antes nos matavam de porrada e choque
nas celas da subversão. Agora
nos matam de vergonha e fome
exibindo estatísticas na mão
Estão zombando de mim. Não acredito.
Debocham a viva voz e por escrito.
É abrir jornal, lá vem desgosto.
Cada notícia
- é um vídeo-tapa no rosto.
Cada vez é mais difícil ser brasileiro.
Cada vez é mais difícil ser cavalo
desse Exu perverso
- nesse desgovernado terreiro.
Nunca te vi tamanho abuso.


Estou confuso, obtuso,com a razão em parafuso:
a honestidade saiu de moda,a honra caiu de uso.
De hora em hora a coisa piora:
arruinado o passado,
comprometido o presente,

vai-se o futuro à penhora.
Me lembra antiga história
daquele índio Atahualpaante Pizarro - o invasor,
enchendo de ouro a balança
com a ilusão de o seduzire conquistar seu amor.
Este é um país esquisito:
onde o ministro se demite
negando a demissão
e os discursos são inflados
pelos ventos da inflação.
Valei-nos Santo Cabral
nessa avessa calmaria
em forma de recessãoe na tempestade da fome
ensinai-me - a navegação.
Este é o país do diz e do desdiz,
onde o dito é desmentidono mesmo instante em que é dito.
Não há lingüistica e erudito
que apure o sentido inscrito
nesse discurso invertido.Aqui
o dito é o não-dito
e já ninguém pergunta
se será o BeneditoAqui
o discurso se trunca:
o sim é não,
o não, talvez,
o talvez,
- nunca.
Eis o sinal dos tempos:
este é o país produtor
que tanto mais produz
tanto mais é devedor.



Um país exportadorque quanto mais exporta
mais importante se tornacomo país
- mau pagador.
E, no entanto, há quem julgue
que somos um bloco alegredo "Comigo Ninguém Pode",
quando somos um país de cornos mansos
cuja história vai ser bode.
Dar bode, já que nunca deu bolo,
tão prometido pros pobres
em meio a festas e alarde,
onde quem partiu, repartiu,
ficou com a maior parte
deixando pobre o Brasil. Eis uma situação
totalmente pervertida:- uma nação que é rica
consegue ficar falida,- o ouro brota em nosso peito,
mas mendigamos com a mão,- uma nação encarcerada
doa a chave ao carcereiro
para ficar na prisão.
Cada povo tem o governo que merece? Ou cada povo
tem os ladrões que a enriquece?
Cada povo tem os ricos que o enobrecem?
Ou cada povo tem os pulhas
que o empobrecem?
O fato é que cada vez mais
mais se entristece esse povo
num rosário de contas e promessas,
num sobe e desce
- de pranto e preces
Ce n'est pas un pays sérieux!
já dizia o general.O que somos afinal?
Um país pererê? folclórico?tropical? misturando mortee carnaval?
- Um povo de degradados?-
FIlhos de degredados
largados no litoral?- Um povo-macunaíma
sem caráter nacional?
Ou somos um conto de fardasum engano fabuloso
narrado a um menino bobo,- história de chapeuzinhojá na barriga do lobo?
Por que só nos contos de fadaos pobres fracos vencem os ricos ogres?
Por que os ricos dos países pobressão pobre perto dos ricosdos países ricos? Por que
os pobres ricos dos países pobres
não se aliam aos pobres dos países pobrespara enfrentar os ricos dos países ricos,
cada vez mais ricos,mesmo quando investem nos países pobres?
Espelho, espelho meu!há um país mais perdido que o meu?
Espelho, espelho meu!há um governo mais omisso que o meu?
Espelho, espelho meu!há um povo mais passivo que o meu?
E o espelho respondeualgo que se perdeu
entre o inferno que padeçoe o desencanto do céu.

BALADA DOS CASAIS

Os casais são tão iguais,
por isto se casame
anunciam nos jornais.

Os casais são tão iguais,
por isto se beijamfazem filhos,
se separamprometendonão se casarem jamais.
Os casais são tão iguais,
que além de trocar fraldas,tirar fotos,
acabam se tornandoavós e pais.
Os casais são tão iguais,
que se amam e se insultame se matam
na realidadee nos filmes policiais.
Os casais são tão iguais,
que embora jurem um ao outro amor eterno
sempre querem mais.



** Afonso é um dos meus prediletos ...
"Há quem se ajuste
engolindo seu fel com mel.
Eu escrevo o desajuste
vomitando no papel."
Dele recomendo tudo, mas adoro os poemas: "
Que país é este? " e "A implosão da mentira"



*Mário Quintana


POEMINHA DO CONTRA
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho



*Cecília Meirelles

CANÇÃO MÍNIMA

No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta.





Aqui a poetisa que sou fã...

* SOA

NOSSO AMOR DESCONHECIDO

Deitas-te nas linhas dos meus versos
E as minhas letras te encobrem
Dissimulo o teu nome
Em explícito "meu amor, vida, meu doce"...
Que te pronuncia na voz
Da poesia que te faço

Denunciando a tua existência
Ao mundo que não sabe de nós
É meu o sonho, o delírio,
O corpo súplice e insone
Quando te escrevo na palavra desejo
São meus os arrepios, os ardores.
As pegadas da vertigem
Se te camuflo na palavra labirinto
Imaginará quem me lê
Os caminhos que percorres
Quando me dispo para os passos
De todas as tuas vontades
E inteira e completamente tua
Oculto a mim e a ti no final do poema
Escrevendo-nos em reticências...

Primeiro
Passagem a R$50,00 na Gol... Uma ótima oportunidade para vocês viajarem!

http://www.voegol.com.br/


Site bem legal de um artista plástico/graffiteiro

www.speto.com.br

Gostaria de agradecer as demonstrações de carinho de muitos alunos...
Agradecer o afeto nas palavras e também o abraço... Muito obrigado, por tudo!

Vários Beijos para vcs :)








O Dia Internacional da Mulher não serviu para louvar a maternidade, a mãe, a dona de casa, a submissa, ...

Não serviu para se comprar flores e distribuir a esmo, como uma forma de "mea culpa" barata...
Vocês sabem qual a razão para este dia?

"O Dia Internacional da Mulher é uma homenagem a um episódio trágico que aconteceu nos Estados Unidos. Em 1857, mulheres de uma fábrica de tecidos em Nova Iorque se rebelaram contra suas condições de trabalho. Elas ocuparam a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. As operárias também recebiam menos de um terço do salário dos homens. Foi a primeira vez que as mulheres se uniram para reivindicar melhorias. A rebelião foi contida de forma violenta, culminando com a morte de 129 tecelãs, que morreram carbonizadas dentro da fábrica.
Em 1910 surgiu a idéia de se criar uma data para homenagear essas operárias e marcar um dia de luta feminina. Em 1975 a Assembléia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU) decretou o dia 8 de março como Dia Internacional da Mulher.
No Brasil, o direito ao voto só é reconhecido na Constituição de 1934.
A primeira governadora é eleita 60 anos depois.
De acordo com dados da Fundação Carlos Chagas, no período de 1981 a 1998, o crescimento das mulheres economicamente ativas no país foi de 111%, enquanto que o dos homens foi de 40%.
Hoje, a parcela feminina representa 41% da população economicamente ativa, com 30 milhões de mulheres no mercado de trabalho. No setor educacional, a ascensão da mulher revela-se na presença de 57% dentre os estudantes do 2º grau e de ensino superior.
Na índia, as mulheres pagam para se casar e esse pagamento pode ser em dinheiro ou em bens como casa, carro, máquina de lavar. O que perturba é que, apesar de a prática soar como algo ultrapassado, trata-se, na verdade, de um fenômeno muito praticado atualmente, que vem aumentando a violência e a comercialização nos últimos 20 anos.
O valor do dote pode ser de 50 mil (US$ 1.136) a 20 milhões de rúpias (US$ 454.546). Depende de quanto se pode pagar, da casta e da classe a que se pertence. A prática, embora seja ilegal, acontece com freqüência.
De acordo com a ONU, 25% das brasileiras são vítimas constantes de violência no lar. Em apenas 2% dos casos, o agressor é punido e, em cerca de 70%, esse agressor é o marido ou companheiro.
Nas eleições de 2002 se evidenciou a expressão das mulheres: 51% da população e do eleitorado; 40% da população economicamente ativa; 26% dos chefes de família.Segundo o Ministério da Previdência Social, existem atualmente 9 milhões de donas-de-casa no Brasil. Até mesmo as cerca de 40 milhões de mulheres que ocupam postos no mercado de trabalho, formal ou informal, acabam desempenhando ou gerenciando atividades domésticas. Ou seja, no mundo contemporâneo ainda cabe AINDA ao sexo feminino, majoritariamente, a tarefa de cuidar do lar e da família. "

Que ótimo que a gente conseguiu "tudo" isso.. tss...tssss...tsss
Mas olha só, como somos fortes, conseguimos "na marra", "no braço", com tudo contra...

Dados pavorosos sobre como vivem as mulheres no Brasil , clique aqui: http://copodeleite.rits.org.br/apc-aa-patriciagalvao/home/index.shtml