A sinopse do filme A Ilha é a seguinte: Lincoln Six-Echo (EWAN MCGREGOR) é um “afortunado” morador de uma cidade, na verdade uma bolha, que protege os cidadãos do que restou de um envenenado planeta Terra em meados do século 21.
Este mundo é rigorosamente controlado e todos os habitantes cuidadosamente observados.

Lincoln, assim como todos os demais, sonha em ser sorteado para ir a A Ilha – o único e paradisíaco local descontaminado no planeta. Só que a curiosidade inata do rapaz o leva a questionar as escolhas do "estado" que os governa e a vivência dos habitantes, e ele termina por descobrir uma terrível verdade, com a ajuda de Jordan Two-Delta (Scarlett Johansson). Obviamente, o casal passa a ser perseguido sem tréguas pela sinistra instituição depois da verdade.
Bem, se vocês querem falar sobre falta de verossimilhança, como sugerido em aula, então vamos lá...Imagine uma empresa que cria um projeto científico monstruoso que faz com que a elite do planeta desembolse US$ 5 milhões por um ser clonado, uma "massa" (oops, estou revelando a história. Se você não quer saber passe para o próximo parágrafo. Mas se você, como eu acha que isso não impede a locação da obra, vá frente...) que tão somente serviria para produzir órgãos geneticamente idênticos aos do investidor, para que quando os dele falhassem, fossem substituídos.
Essa empresa se instala em um sigiloso fim de mundo . Só que neste projeto ultra-secreto, administradores, funcionários, a mulher do cafezinho, seguranças e “manés” em geral, possuem acesso a todo o complexo. HAHAHAHA! É uma multidão, que com certeza, não agüentaria nem cinco minutos de "segredagem".
Bem, há estas e outras faltas de verossimilhança no filme, mas a pergunta que faço é: e daí? E Indiana Jones? E Triple X? E Velozes e Empoeirados ou Velozes e Desconcertados (faz mesmo diferença o título?)? Nada é verossível e você ainda pode perder alguns neurônios até o final da película.
Já A Ilha cria uma boa oportunidade para o debate acerca de certas divergências éticas sobre a clonagem e sobre o poder, cada vez mais presente do Estado. Há sim, coragem no roteiro, quando sabemos que Hollywood é afeito a polêmicas. Sim, o debate pode até ficar meio perdido, no momento que eles começam a correr, porque o filme é, não se esqueçam, de Michael Bay, diretor de Bad Boy I e II, Armageddon, Pearl Harbor, e outras correrias.
Mas então, porque o filme fracassou nas bilheterias? O crítico Rubens Ewald Filho, diz, e concordo com ele, humildemente, "Tudo muito movimentado, eficiente, como era de se esperar de Bay. As tolices (os romances, coincidências, reviravoltas muito esperadas) são desculpáveis e não comprometem nem o lado divertido, nem o lado sério. Este parecia um momento apropriado para discutir a questão moral da clonagem numa fita grande como esta. A rejeição do público me parece mau sinal do emburrecimento geral. "

A Ilha é um bom filme de ação, e me deu motivos para refletir sobre algumas outras obras da literatura, adaptadas ou não ao cinema, que retratam, com certa, temerosidade, o "futuro"... Primeiro, lembrei de A Ilha do Dr. Moreau, do H.G. Wells*, escrito em 1895. O livro do apocalíptico autor, conta a história de Edward Prendick que, depois de náufrago, acaba em uma ilha perdida no oceano Pacífico. Na ilha, Prendick conhece o doutor Moreau, que desenvolve um trabalho científico bastante duvidoso: recriar a forma humana a partir da remodelagem física de animais, um processo de vivissecção e, a partir da dor provocada trazer à tona a humanidade que fosse possível extrair dessas criaturas. Na Ilha do cientista desfilam homens-porcos, homens-hienas, homens-cães e uma série de outras criações. As discussões sobre ética e ciência presentes no livro são assustadoramente modernas.
Recordei Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, escrito em 1931.A obra é uma “fábula” futurista sobre uma sociedade completamente organizada, sob um sistema científico de castas, onde a vontade livre foi abolida por meio de um condicionamento metódico e a servidão tornou-se aceitável mediante doses regulares de felicidade quimicamente transmitida, e onde as ideologias eram sussurradas em cursos noturnos ministrados durante o sono.
"(...) Huxley profetizou em Admirável Mundo Novo, uma civilização de excessiva ordem onde todos eram controlados desde a geração por um sistema que aliava controle genético (predestinação) a condicionamento mental, o que os tornava dominados pelo sistema em prol de uma aparente harmonia na sociedade. Não havia espaço para questionamentos ou dúvidas, nem para os conflitos, pois até os desejos e ansiedades eram controlados quimicamente pelo “Soma”, sempre no sentido de preservar a ordem dominante. A liberdade de escolha estava restrita a poucas matérias da vida. As castas superiores eram decantadas em betas, alfas e alfas + e se originavam de óvulos biologicamente superiores, fertilizados por esperma biologicamente superior, recebendo o melhor tratamento pré-natal possível. Já as castas inferiores, bem mais numerosas, recebiam um tratamento diferenciado: provinham de óvulos inferiores, fertilizados por esperma inferior (...) "*

E o que seria do BBB, sem George Orwell, escritor inglês falecido em 1950, que escreveu Nineteen Eigthy Four ("1984"), no qual apareceu pela primeira vez a figura onipresente do "Big Brother", ou seja, o Grande Irmão. Ressalto aqui a ironia escandalosa de quem colocou este nome nos programas de TV veiculados pelo mundo afora. Orwell deve estar se revirando no túmulo ( e este é, inclusive, o nome de um documentário).
No livro, que também é filme, Winston Smith rebela-se contra o sistema em que vivia. Um mundo sem privacidade, com avanços tecnológicos que controlam os indivíduos, com a destruição ou manipulação da memória histórica dos povos, com guerras para assegurar a paz, na ausência de pensamento crítico, o indivíduo sem defesas contra um Estado forte e manipulador de todas as mídias. Smith é preso e torturado de maneira peculiar pela polícia política do regime (dividiu a gaiola com os bichos que mais temia: ratos) e depois de sofrer o "recondicionamento", uma lavagem cerebral, voltou a ser um servo da ordem totalitária.



A memória me trouxe também Laranja Mecânica, livro de 1962, de Anthony Burgess, que virou filme e clássico, em 1971, nas mãos de Stanley Kubrick. No filme, que se passa no século XXI, Alex (Malcolm McDowell), faz parte de uma gangue de jovens praticantes da ultraviolência. Alex pratica a violência por puro prazer, assim como a maioria dos jovens da idade dele. Eles espancam, estupram, matam, ... Mas antes, tomam o leitinho enriquecido com princípios químicos que ajudam a melhorar a performance.
A mídia deste futuro é cretina; as notícias, manipuladas; os programas são estúpidos; os pais são ausentes e irresponsáveis ; o Estado forte e repressor... Ou seja, novamente o futuro que pode e que bate a nossa porta.
Alex acaba preso e as autoridades lhe dão duas opções: submeter-se a um tratamento que lhe fará sentir insuportável aversão diante de qualquer cena ou ato violento, ou, a cadeia. O Estado mostra então as "novas" formas de reintegrar o homem à sociedade, tornando-o bom. Para isso vale de tudo: torturas psicológicas variadas e até estresse musical.
E como esquecer O Estranho no Ninho, de 1975, que pode não falar da tecnologia, e do futuro, mas trata da força, da regulação e também de como muitos abrem mão da própria liberdade por receio em enfrentar as tortas regras sociais.
"Randle Patrick McMurphy – O paciente RMC003782 sofre de múltiplas disfunções psiquiátricas. Sua personalidade heteroagressiva invoca comportamentos letais a sua pessoa e a outras de seu convívio. Sua mente sádica e perversa proporciona aos outros pacientes uma alteração de comportamento prejudicial ao tratamento. Assinado: Enfermeira-chefe Mildred Ratched.
Na verdade, McMurphy( Jack Nicholson) , um "desajustado social", passa por louco para conseguir a transferência para um manicômio. Lá ele faz amizade com os internos e os incentiva a agir de forma independente, ganhando a inimizade da enfermeira-chefe e dos médicos, que tentam curá-lo ou mantê-lo sob controle.**

Acabei recordando também de Código 46, filme de 2005. Num futuro não muito distante, as cidades são rigidamente controladas e o acesso só é possível por meio de pontos de checagem. "As pessoas não são autorizadas a viajar a não ser que possuam o salvo-conduto, um seguro especial de viagem. Fora dessas cidades o deserto tomou conta, com os cidadãos sem seguro sendo segregados em bairros pobres. William (Tim Robbins) é um investigador de seguros, casado, pai e possuidor de certos poderes paranormais. Quando sua empresa o envia para uma outra cidade para resolver um caso de salvo-condutos forjados, ele encontra Maria (Samantha Morton).

Apesar de descobrir que Maria é a culpada pelas fraudes, ele se apaixona por ela. William volta para casa sem denunciá-la, mas não a esquece. Porém, quando o salvo-conduto forjado provoca uma morte, ele é obrigado a retornar à cidade para reencontrá-la." "Mergulhado em um clima de constante melancolia, Código 46 divide com O Dogma do Amor um inconfundível tom noir que combina perfeitamente com o temperamento de seus protagonistas - e boa parte da trama, é claro, transcorre à noite, já que, para evitar as doenças provocadas pelo sol, as pessoas passam a dormir durante o dia e trabalhar no período noturno (com exceção daquelas que moram fora das grandes cidades – o que, inclusive, é utilizado pelo filme como um curioso contraponto entre a frieza da civilização moderna e a irracionalidade dos excluídos). (...) De todo modo, há um som universal, que dispensa traduções, para ilustrar a competência deste filme: o de aplausos." *** O filme, belo e melancólico, possui um dos finais mais tristes que vi nos últimos anos.Ao som de Coldplay - Warning Sign ...

E para terminar - poderia citar outros - isso aqui já virou um tratado - V de Vingança , a histórica história em quadrinhos que foi adaptada para p cinema em 2006, escrita por Alan Moore e desenhada por David loyd, em 1982.
O enredo é situado numa época alternativa, em uma realidade que a população apoiou a ascendência de um partido fascista após uma guerra nuclear. A semelhança com o regime nazista é inevitável, já que o Estado
possui controle sobre a mídia, além da existência de uma polícia secreta e campos de concentração para minorias raciais e sexuais. Câmeras monitoravam o comportamento de toda a sociedade, que abriu mão da liberdade em troca da segurança e agora vive com medo.
"V de Vingança conta a história de Evey , uma jovem doce e tranqüila que é salva das mãos da polícia do Estado por um mascarado, conhecido apenas por "V". Carismático e rebelde, V dá início a uma revolução quando detona dois marcos da cidade de Londres e toma o controle das ondas de rádio e TV, urgindo os concidadãos a rebelarem-se contra a tirania e a opressão. " ****

Depois de tudo isso, relembro que em tempos de “Sorria: você está sendo filmado”, de clonagem, uma mídia aliada ao capital e de implantes que dizem quem você é e que podem localizá-lo em qualquer lugar, tudo do que foi escrito por estes visionários e depois produzido pela sétima arte, faz grandes reflexões sobre o que vivemos. Isso que nem mencionei aqui, porque vocês já cansaram de ouvir em sala, sobre Michel Foucault e o Panóptico de Betham!*****A História faz História.

Para, no entanto, não deixar ninguém deprimido, indico o A Ilha, o livro de Aldous Huxley. Escrito no fim da década de 1960, ele conta a história de um jornalista, Will Faranaby, e do encontro dele com uma sociedade baseada na completa liberdade. O paraíso chama-se Pala, e para Huxley, a ilha estava situada na Indonésia.


Não. É CLARO que não sou contra a tecnologia (utilizo todos os dias, em todos os campos...). SÓ acho que deve haver mais REFLEXÃO!

*www.uem.br/~urutagua/ru10_sociedade.htm - 53k
****www.cinema2000.pt/ficha.php3?id=5408
***** "(...) O Panóptico de Bentham é a figura arquitetural dessa composição. O princípio é conhecido: na periferia, uma construção em anel; no centro, uma torre; esta é vazada de largas janelas que se abrem sobre a face interna do anel; a construção periférica é dividida em celas, cada uma atravessando toda a espessura da construção; elas têm duas janelas, uma para o interior, correspondendo às janelas da torre; outra que dá para o exterior, permite que a luz atravesse a cela de lado a lado. Basta então colocar um vigia na torre central, e em cada cela trancar um louco, um doente, um condenado, um operário ou um escolar.
Pelo efeito da contraluz pode-se perceber da torre, recortando-se exatamente sobre a claridade, as pequenas silhuetas cativas nas celas da periferia. Tantas jaulas, tantos pequenos teatros, em que cada ator está sozinho, perfeitamente individualizado e constantemente visível. O dispositivo panóptico organiza unidades espaciais que permitem ver sem parar e reconhecer imediatamente. Em suma, o princípio da masmorra é invertido; ou antes, de suas três funções – trancar, privar de luz e esconder – só se conserva a primeira e suprimem-se as outras duas. A plena luz e o olhar de um vigia captam melhor do que a sombra, que finalmente protegia. A visibilidade é uma armadilha. (FOUCAULT, M. Vigiar e Punir. 5 ed. Petrópolis: Vozes, 1987.)
Os dispositivos eletrônicos de telecomunicação distribuídos na sociedade do século XXI, tais como telefones celulares e pagers bidirecionais, são extremidades de grandes sistemas interconectados que estão capturando, processando e transmitindo voz, dados pessoais, comerciais, bancários, corporais e de outras espécies num grau que, ao mesmo tempo em que é extremamente alto, já se tornou cotidiano, habitual e pouco-a-pouco vai se tornando natural, tendendo a ser imperceptível pela onipresença. A combinação do barateamento e disseminação desses dispositivos com a disseminação das redes de telecomunicações está inevitavelmente reunindo de modo perverso uma gigantesca variedade de recursos de monitoramento dos cidadãos, e que passam a estar disponíveis para governos, empresas, instituições ou para o crime organizado. Pelas mais variadas razões, o controle desses recursos torna-se estratégico para a sobrevivência de grupos, organizações, processos ou Estados. O atentado de 11 de setembro contra as duas torres do World Trade Center consolidou definitivamente essa necessidade: de agora em diante, a privacidade é apenas um conceito bipolar: lícito para o Estado, suspeito para o cidadão." www.cidade.usp.br/eticanapratica/textos.php
P.S.
HG Wells escreveu também: A Guerra dos Mundos (que gerou pânico real entre os americanos ao ser transmitida por rádio, por ninguém menos que, Orson Wells); A Máquina de Tempo (sobre um homem que viajava ao futuro) e o O Homem Invisível (1897).


- Aldous Huxley escreveu, mais tarde, outro livro, chamado Retorno ao Admirável Mundo Novo, sobre o assunto: um ensaio onde demonstrava que muitas das "profecias" do seu romance estavam a ser realizadas graças ao "progresso" científico.


- George Orwell, era o pseudônimo de Eric Arthur Blair, um libertário, que faleceu em 1950, mas deixou dois clássicos da guerra contra o autoritarismo:Revolução dos Bichos e 1984.
Na Revolução dos Bichos, o velho porco, Major, convoca os animais de Manor Farm para uma reunião na qual expõe o sonho que teve: os animais sempre viveram subjugados pelo homem, embora este tenha capacidades inferiores às de qualquer deles. O homem é a única criatura que consome sem produzir - diz ele, o que não é justo. E principiam uma revolução que no princípio tenta mostrar que todos são iguais, mas que por fim, conclui que "todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros."

Site com obras de arte e imagens com grande resolução!

500 Almas
"Documentário sobre os índios Guató traça uma reflexão sobre identidade e memória.
Um olhar lúcido e sensível para os índios Gautó remanescentes, moradores da região do Pantanal mato-grossense e tidos como extintos. Por meio da língua, da mitologia e dos hábitos da tribo, o diretor Pizzini, junto com os indígenas, traça uma reflexão sobre identidade e memória. As imagens são excelentes, e traduzem não só o imaginário dos índios, como também a leitura proposta pelo diretor para o passado e presente."


Slava´s Snowshow
Inspirado no surrealismo e em clássicos da literatura para compor o personagem orinicpal deste maravilhoso show que nuca se repete, porqueo autor adapta cada show ao país.

Os brasileiros na Documenta de Kassel, a principal exposição de arte do mundo, e na Bienal de Veneza, a mais tradicional das mostras. Quer saber quem são e o que peoduzem? Clique aí, ó: http://bravonline.abril.com.br/indices/artesplasticas/artesplasticasmateria_233918.shtml


Wild Oscar Wilde
Porque Oscar Wilde é mais que necessário. Um dos maiores aforista que o mundo já teve. Dele absorvam as incríveis obras, aprendam com a perspicaz leitura que ele fez do ser humano, com a intolerância dele para com a ausência de idéias e o desprezo pelo reacionário. Esqueçam dele as bobagens misóginas, porque apesar de gay, o escritor era um personagem, um homem do seu tempo, repleto de preconceitos.

Aforismos
Começo com uma sobre Jornalismo...
"Há muito a ser dito em favor do jornalismo atual. Ao nos fornecer as opiniões dos incultos, nos mantem em contato com a ignorância coletiva". [Gilbert, em "O Crítico Como Artista"(1891)]
"Que sorte têm os atores! Cabe a eles escolher se querem participar de uma tragédia ou de uma comédia, se querem sofrer ou regozijar-se, rir ou derramar lágrimas; isto não acontece na vida real. Quase todos os homens e mulheres são forçados a desempenhar papéis pelos quais não têm a menos propensão. O mundo é um palco, mas os papéis foram mal distribuídos."
"Não há livros morais e livros imorais. Há livros bem escritos e livros mal escritos, só isso. '

"Hoje em dia conhecemos o preço de tudo e o valor de nada. "

"Viver é a coisa mais rara do mundo. Muitas pessoas existem, só isso."
"O egoísmo não consiste em vivermos conforme os nossos desejos, mas sim em exigirmos que os outros vivam da forma que nós gostaríamos. O altruísmo consiste em deixarmos todo o mundo viver do jeito que bem quiser."
"A forma de governo mais adequada ao artista é ausência de governo. Autoridade sobre ele e sua arte é algo ridículo. "
"Não devemos estrear na vida como um escândalo. O escândalo deve ser guardado para tornar interessante a velhice."
"Só os que perderam a cabeça sabem raciocinar."
"Posso resistir a tudo, menos às tentações".
"Adoro os jantares em Londres. Os convidados inteligentes nunca nos escutam, e os convidados estúpidos nunca conversam".
"Existem apenas duas tragédias no mundo. Uma é não coneguir o que se quer; a outra é conseguir."
O Retrato de Dorian Gray
" - Porque considero que influir sobre uma pessoa é transmitir-lhe um pouco de sua própria alma; esta pessoa deixa de pensar por si mesma, deixa de sentir as suas paixões naturais. Suas virtude não são mais suas. Seus pecados, se houver qualquer coisa semelhante a pecados, serão emprestados. Ela tornar-se-á eco de uma música estranha, autora de uma peça que não se compôs para ela. O fim da vida é o desenvolvimento da personalidade. Realizar a sua própria natureza- eis o que todos procuramos fazer. Os homens hoje, amedrontam-se deles mesmos. Esqueceram-se dos maiores de todos os deveres, do dever que cada um deve a si próprio. Naturalmente são caridosos. Nutrem o pobre e vestem os andrajosos, mas deixam as suas almas famintas e andam nus. A coragem nos abandonou; é possível que nunca a possuíssemos! O terror da sociedade, que é a base de toda moral, o terror de Deus, que é o segredo da religião- eis as duas coisas que nos governam."
Fonte: O Retrato de Dorian Gray. Oscar Wilde. Ed.Imago.

De Profundis
"...Estou há quase dois anos na prisão. Durante esse tempo, meu temperamento me fez passar por momentos de selvagem desespero,de entrega total ao sofrimento, que era contristadora até para quem a observava, por uma raiva terrível e impotente, por sentimentos de amargura e rancor, por uma angústia que me fazia soluçar, um sofrimento que não encontrava palavras para expressar-se, um arrependimento mudo, um pesar silencioso. Passei por todos os estágios possíveis do sofrimento. Entendo melhor que o próprio Wordsworth o que ele quis dizer quando escreveu: " O sofrimento é algo permanente, misterioso e sombrio e tem a natureza do infinito".
Fonte: A Alma do Homem sob o Socialismo & Escritos do Cárcere.Oscar Wilde. Ed. L"PM

Eu acho que eu não me adapto à campanha deles... Eu não "Fit", caibo, sirvo, encaixo, pertenço,... E nem pretendo! Graças a Deus!







"Esqueça. O gosto dos homens nunca vai mudar." Com esse copy super, super "inteligente" a agência Salles Chemistri criou uma campanha para o iogurte Fit Light, da Itambé. A propaganda impressa é uma releitura de cenas famosas com atrizes como Marilyn Monroe e Mena Suvari, mas exibindo uma modelo fora do padrão. A propaganda é ofensiva e burra. É assim que eles querem que você compre o iogurte deles? Eu não vou comprar... E vocês?
Vi a campanha deles e me lembrei da Dove:
A propaganda mostra meninas e o texto:
"Ela detesta as sardas; Ela se acha que é feia; Ela queria ser loira; Ela tem medo de ser gorda.
Vamos mudar a cabeça delas... Nós criamos o Fundo de auto-estima Dove, porque toda a garota merece se sentir bem sendo quem ela é. E ver quão linda ela realmente é. Ajude-nos." * Tradução livre.
Melhor, muito mais respeitosa e atinge um público muito maior...

Igreja vai vender sede para pagar ações de abusos

A Igreja Católica de Los Angeles afirma que terá que vender o Centro Católico arquidiocesano de Los Angeles para pagar as indenizações de 60 milhões de dólares as 46 vítimas de abusos sexuais por parte de alguns sacerdotes, inclusive freiras, anunciou o cardeal Roger Mahony em comunicado. São tantos os processos e as indenizações são tão altas que, até agora, cinco dioceses católicas envolvidas nos escândalos entraram com uma declaração de quebra.
A Igreja Católica Apostólica Romana americana desembolsou até o momento vários milhões de dólares pelos escândalos de abuso sexual infantil desde o começo de 2002.





Porte de arma a bebê de 11 meses? Onde mais a não ser no EUA?

O estado de Illinois, no norte dos EUA, concederam uma licença de porte de armas a um bebê. Bubba de onze meses, 61 cm e nove quilos é o feliz proprietário de uma pistola Beretta, presenteada pelo avô.






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1º Encontro Internacional de Música no Cinema em São Paulo...
www.musicaemcena.com.br

Gustavo Santaolla (Brodback Mountain)
Ennio Morricone (Os Intocáveis)
Lisbeth Scott (Crônicas de Nárnia)
Gabriel Yared (Cold Mountain)

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Jornalismo de Ação

Hunter Thompson é o inventor do Jornalismo Gonzo*. A BBC produziu um doc em 1978 sobre esta incrível figura em 1978. Quer ver? Digite "Fear an Lothing in Gonzovision" http://video.google.com.br


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Antes de você ir a um museu ou a uma exposição artística e cometer o pecado da ignorância dizendo aquela célebre frase dos manés, "_AHHHH! Até eu faria isso!", pense no seguinte: arte é proposta. Você até, relamente, evetualmente, muito figurativamente, poderia criar algo como aquilo/isso, mas você conseguiria pensar/projetar/refletir sobre aquilo/isso?

O projeto da artista australiana Justine Cooper é muito interessante. Ela lançou o Havidol. o pseud-remédio criado pela artista possui uma grande campanha publicitária com vídeos, site, depoimentos... O interesse é estudar a reação do público diante do lançamento de mais uma droga para combater a ansiedade.

www.havidol.com

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O cara é multi: designer, arquiteto, trabalhador artístico. O japonês Yugo Nakamura é bom nisso tudo... Visite o site dele e confira:

www.yougop.com

Guerra e faces

A fotógrafa Suzanne Opton produziu um conjunto de 90 imagens de soldados que estiveram no Iraque e que já foram expostas, cercadas de elogios, em galerias de muitos países. São olhos que muito dizem:

www.suzanneopton.com



PS: Por que o corte na altura do pescoço? Façam uma reflexão sobre as imagens...

Recomendo para meus alunos do Design. Folheei e achei o máximo:
"Objetos de Desejo".

O livro faz uma refalexão sobre as mudanças que o Design de produto vem sofrendo desde 1750! Muito legal!

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Site muito interessante. São banheiros, quartos, salas e varandas de residências super-comuns de gente muito normal (as vezes com muito bom gosto, outras nem tanto...)O pessoal cadastrado abastece o site.




Por que um trio de finlandeses resolveu criar a página? "Hoje, em qualquer canto do planeta OS ESPAÇOS PÚBLICOS dr assemelham muito. POr isso, quem quiser registrar o que há de único em cada CULTURA, terá que ESPIAR DENTRO E NÃO FORA DE CASA.", foi a resposta. E viva a diversidade.

http://www.normalroom.com/


Reflexão


Quando ouvi que havia acontecido um novo massacre numa universidade americana, no caso,a Virginia Tech, fiquei pensando: "_ Tomara que o assassino seja um norte- americano..." Não... Não que eu quisesse alguém morto.... Não, absolutamente.
O problema é a xenofobia, o ódio ao diferente, a intolerância crescente... Se o assassino fosse um americano, ele seria considerado, apenas "mais um" desequilibrado.No entanto, ele é "estrangeiro", um "alien" (como muitos norte-americanos nominam os imigrantes ou estrangeiros (e vocês lembram do filme Alien...), então ele não é considerado somente "mais um desequilibrado", ele é um "china-desequilibrado"...
Os tempos de crise ética, de conservadorismo crescente, de intolerância, de falta de solidariedade, me fazem lembrar sempre o mestre Foucault e tantos outros pensadores que discutem o poder punitivo e normatizador do Estado e das Igrejas, da religão. essas coisas me deixem em estado de alerta.
Bem, realmente o menino era desequilibrado, mas é interessante observar que ele era vítima das mesmas "agressões" que também podem ter movido outros jovens assassinos, os do massacre em Columbine. Os dois jovens que promoveram o assassinato de 12 alunos e de um professor dentro de um colégio,e depois cometeram suicídio também sofriam o bulliyng. Eram ignorados, eram os perdedores, eram humilhados... Isso faz alguém se tornar um assassino? Talvez a melhor resposta seja: um redundante talvez ou um convencido também.
Essa conjunções me fizeram lembrar de um filme de 1995, chamado Higher Learning, que recebeu o título de "Duro Aprendizado", no Brasil. O enredo se passa em uma universidade americana, onde alunos de diferentes origens dividem os quartos mas se isolam em grupos. Kristen (Kristy Swanson) é uma jovem de classe média que, depois de um incidente com o namorado, acaba se aproximando de Taryn (Jennifer Connelly, "De Amor e de Sombras"), uma homossexual assumida. Malik (Omar Epps), é um estudante afrodescedente que recebeu uma bolsa de estudos pelo que faz de melhor, correr. Remy (Michael Rapaport, de "Poderosa Afrodite") é um rapaz do interior, sem dinheiro e sem "jogo de cintura" que, quando não "é" invisível, vira motivo de chacota para os colegas. Remy é então "adotado" por grupo neonazista. Com estes ingredientes o diretor John Singleton ("Os Donos da Rua") aborda temas tão polêmicos quanto contemporâneos como racismo, ideologia, sexualidade e poder ecônomico.
O filme é de 1995/96.
Estamos em 2007...

Dona Rita, aqui está o endereço:



POP ART + SITES +
Expontente da pop art , Andy Warhol, deveria ser um cara muito legal de "trocar umas idéias"...Mudando de casa, Warhol começou a pensar sobre o ato de guardar coisas em caixas de papelão ( a maioria dos terrestre nem pensa sobre isso :) ...Por isso, até a morte, Andy guardou fotos, vídeos, objetos pessoais, recortes variados e tudo o mais que ele achasse interessante. Essas "cápsulas do tempo", em número de 600, guardam, segundo Warhol, um painel da sociedade de abundância material em que vivemos, e nos apresentam para os viventes futuros .
A Fundação do artista disponibilizou a caixa de número 21.
Warhol morreu em 1987, mas continua repartindo conosco as idéias de quem vê com olhos de artista.
imperdível!
http://www.warhol.org/
http://www.warhol.org/tc21/"



Sarah, aquela situação que conversamos:

Eu estava retornando de Xanxerê com aquela sensação de trabalho cumprido, de tarefa realizada. Boa turma, final de disciplina. Como sempre, liguei o som do carro, um bom techno para relaxar... Próximo a ponte Serrada tudo mudou.
De repente no meio da pista, uma senhora. Não sei a mágica que fazia para se manter em pé, mas permanecia ali, no meio da pista, na rodovia, entre os carros, se equilibrando. Os automóveis começaram a dar sinal de luz, naquele diálogo mudo dos motoristas avisando sobre o perigo.
Fiquei sem saber o que fazer...Por fim, fiz o retorno, liguei o alerta, e, no meio da pista, encostei na senhora para convencê-la a sair dali. Ela me olhou com aqueles olhos doloridos - e acabou-se a minha paz de espírito - E tentava me explicar, no idioma dos embriagados, que estava seguindo a linha, que se guiava pela faixa do meio da rodovia... Tentei fazê-la entender o perigo iminente e, finalmente, ela saiu da pista e foi para o acostamento.



Parei o carro ao lado daquela mulher de traços meio brancos, meio indígenas, meio negros, tão brasileiros. Abri o vidro do carro e perguntei se ela queria uma carona...E para onde ela ia. Onde deveria eu deixá-la? Aquilo, não sei, me pareceu depois, um rasgo de inocência absurda ou uma demonstração completamente involuntária de ignorância, de egolatria, de desacerto, de falta de humildade ou percepção. Como, para onde ela iria, quando os olhos dela já haviam me dito que nada possuia, que vivia a vida dos que que nada tinham a perder...?
Tentei dialogar, mas não conseguia respostas. As frases desconexas, o descompasso, o desequilibrio: tudo compunha um quadro desesperadamente triste e sórdido das mazelas humanas. Ali, ao meu alcance. Na minha frente.
Tentei novamente estabelecer uma conversa." _Onde a senhora mora? Pode me dizer?" Nas respostas dela murmúrios, desafetos, descontrole e destempero. Eu não conseguia, eu não sabia o que fazer...
Foi então que eu, diante de toda a minha impotência, falei para ela permanecer no acostamento, fiz a volta e retomei a estrada, observando pelo retrovisor se ela continuava em segurança no acostamento. Em mim amargava a impotência, a exiguidade, a meninice, o despreparo... Lá, me vi, esbofeteada pela realidade. A realidade dos brasileiros que seguem as linhas centrais das rodovias, as faixas, porque reconhecem ali o único caminho que podem seguir ou que pode guiá-los...
Continuei a viagem com a penosa e permanente sensação de que há muito, muito ainda por fazer.

Aviso:

O blog está meio parado porque estou postando tudo que eu acho interassante no blog da coordenação de JOrnalismo, ok? Apareçam por lá:

http://www.comunicacao-jor.blogspot.com


Outro dia eu estava vendo um desfile de moda. Fazia bastante tempo que eu não prestava atenção na passarela. No entanto, quando eu resolvi prestar, foi somente para ficar desconcertada. O que faz essas meninas desejarem tanto parecerem seviciadas, famintas, decrépitas, doentes, abusadas, ultrajadas, oprimidas, molestadas,infelizes ...? E quem, em sã consciência, daria um emprego a pessoas doentes assim, premiando a loucura e punindo o saudável?


Seria fácil culpar o mundo da moda. Seria fácil culpar a sociedade. Como se a Sociedade fosse um monstro, um ciclope, um minotauro, que nos persegue nos labirintos na nossa insandecida vivência, e que age sem a nossa participação. Como se fosse um flagelo, uma ação da natureza, que não temos como controlar. A sociedade é apenas um nome, um substantivo, e feminino, onde escondemos as nossas pequenas, médias e grandes falhas no meio das desgraças promovidas pela degeneração da raça humana, para que assim, não nos sintamos tão covardes, tão frouxos. Sim, somos culpados. Não podemos ter a indulgência para conosco que não temos para com os demais viventes.


Permitimos dois opostos tão mesquinhos, sem propósito, desprezíveis, conviverem no mesmo mundo, na mesma era, tão semelhantes, tão ambíguos, tão distantes e tão desprovidos de significado quando colocados lado a lado.
A fome de paz, de misericórdia, de tolerância, de humanidade, de pão.
O excesso de ignorância, de cobrança , de modelos inimitáveis, de falácia, de brutalidade.

A abjeta ausência de respeito.
A redundância do funesto.
A anorexia e a desnutrição de quem não tem opção.




Ver um desfile de moda é ultrajante neste sentido. Assistir o jornal noturno na TV é uma afronta. Duas realidades tão próximas e tão distantes. De um lado a desnutrição de quem escolhe se ver raquítico porque a Sociedade clama pelo corpo doente, que é lido, por este mundo disléxico, como belo (?). Logo o belo que pode ser expressado de tantas maneiras, de formas tão diversas e tão mais saudáveis e interessantes...O belo, que é ocidental, oriental, de cores tão variadas, de tamanhos imensuráveis, de possiblidadades infinitas, foi transformado num libelo pela padronização e pelo adoecimento auto-infligido.

Do outro lado, a existência de quem não escolhe ser raquítico, mas se vê desprovido da humanidade porque...Por quê? Por que? Por qualquer razão...Pela cor, pelo nome, pela religião, pela forma de viver a sexualidade, ...

Mas o que fazemos com tudo isso? Enquanto formos reféns dos desejos mórbidos vendidos por essa sociedade de massa horrenda, essa máquina de moer gente, de massacrar a diversidade, veremos toda essa desumanidade com a naturalidade dos cínicos e seremos hipócritas e tolerantes até que ela nos alcance...Seja no momento que alguém próximo começar a viver a agonia da anorexia, seja porque a providência divina resolveu nos testar com a fome na doença ou na guerra.

Sejamos mais sensíveis, mais humanos, mais inteligentes, mais cuidadosos, mais coerentes... O que nós estamos fazendo da sociedade? O que estamos fazendo conosco? E com os demais?

A liberdade de ser está na reflexão e na ação.

É ridículo ter que ficar dizendo que se é jornalista por formação! Alguém pergunta se um médico é médico por formação? E um advogado? Um engenheiro? É diferente? Por quê? Médico mata, se mal formado. Advogado também (de ódio e desespero) Engenheiro? Soterrado! Jornalista? Mata de vergonha quando é analfabeto e se acha profissional; quando denuncia sem prova; quando denigre a imagem de alguém que nunca mais se recupera (vide Escola Base!); quando acha que para saber escrever para rádio, TV, jornal, internet, para fazer assessoria, para entender a sociedade e a comunicação basta ler meia dúzia de livrinhos e ter a famosa e burra "prática"!

POR FAVOR, MAIS RESPEITO!

E manifestem-se!

"Jornalistas protestam contra decisão do STF e deflagram nova campanha em defesa da regulamentação

O Supremo Tribunal Federal confirmou a liminar que permite o exercício do jornalismo por precários que vinham trabalhando apesar da decisão do TRF-3ª Região que, em outubro de 2005, resgatou a obrigatoriedade da formação para o registro profissional de jornalista. A decisão da Segunda Turma do STF foi anunciada na noite desta terça-feira e imediatamente, a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas deflagraram a nova campanha que estavam preparando em defesa da regulamentação profissional, que tem a obrigatoriedade do diploma como um dos seus principais pilares.
A FENAJ e os Sindicatos orientam os profissionais, professores e estudantes de jornalismo a enviarem mensagens aos ministros do STF. As mensagens protestam contra a decisão e já reivindicam a revogação da Ação Cautelar que tem efeito liminar. A decisão de referendar a liminar, concedida na semana passada, pelo ministro Gilmar Mendes, na Ação Cautelar 1406, foi tomada na tarde desta terça-feira (21/11). Se não for revogada, ela tem validade até o julgamento final de um recurso extraordinário, também pelo STF, no qual se discute a exigência do diploma ou registro para exercer a atividade jornalística.
O advogado da FENAJ neste processo, João Piza, recebeu com tranqüilidade a decisão da Segunda Turma do STF. Ele explicou que aconteceu o esperado, pois o referendo é um procedimento de praxe, ressaltando que não se trata de manifestação em torno do mérito da Ação Cautelar. “Agora vamos buscar a revogação desta Cautelar e tenho a certeza que, no mérito, os jornalistas serão novamente vitoriosos”, sustentou Piza.
O Presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, também ressaltou que esta cautelar só é válida para aqueles que, após um ano da decisão do TRF-3ª Região, continuam desrespeitando a Justiça, exercendo ilegalmente a profissão. Murillo convocou todos os jornalistas e estudantes a se integrarem à campanha em defesa da regulamentação.“Já vencemos na Justiça Federal, no STJ, e venceremos no Supremo porque, mais uma vez, a categoria vai mostrar sua força mobilizadora e a sociedade apoiará nossa luta por um jornalismo mais qualificado e ético”, afirmou o presidente da FENAJ.A
Federação também estranha que tenha sido o Procurador Geral da República a propor esta Ação Cautelar solicitando o efeito suspensivo da nossa histórica vitória no TRF-3ª Região, que acabou com os registros precários e declarou a constitucionalidade da exigência do diploma. “Agindo desta forma, o Ministério Público transformou-se num instrumento a serviço dos interesses das grandes empresas de comunicação. Infelizmente não encontramos a mesma agilidade do MP no combate às diferentes formas de precarização do trabalho dos jornalistas, especialmente a pejotização”, reclamou Murillo.A nova campanha deflagrada pela FENAJ e Sindicatos, além das mensagens ao ministros do STF, nos próximos dias vai contar com atos públicos em todos os estados. Já estão marcadas manifestações no Rio Grande do Sul (sábado, dia 25), Rio de Janeiro(segunda-feira, dia 27), em Santa Catarina(também na segunda, 27/11) e em Juiz de Fora (quinta-feira, 30/11). E este é recém o início desta nova fase da luta dos jornalistas brasileiros pela valorização da profissão e do jornalismo. A FENAJ lembra que em relação ao diploma, por exemplo, ainda é preciso assegurar mais uma vitória que com certeza também virá: a do julgamento do mérito da ação principal desta questão, que igualmente tramita no Supremo e teve origem na justiça de São Paulo, por iniciativa dos empresários de rádio e tv e do Ministério Público Federal.Abaixo, os endereços dos ministros que integram a Segunda Turma do STF, para o envio das mensagens, e a sugestão de texto. Tanto jornalistas, professores e estudantes como cidadãos que querem um jornalismo mais qualificado e responsável podem participar da campanha.Sr. Ministro:Nós, jornalistas, professores e estudantes de jornalismo e cidadãos brasileiros, preocupados com a qualidade, a responsabilidade e a ética da informação, manifestamos nosso protesto contra a decisão a decisão da Segunda Turma do STF que referendou a liminar concedida na Ação Cautelar (AC) 1406. Esta cautelar permite o exercício do jornalismo por pessoas sem a habilitação necessária, trazendo sérios prejuízos à organização de uma categoria profissional integrada por mais de 60 mil jornalistas e representa uma séria ameaça à qualidade da informação levada diariamente à sociedade brasileira. Em defesa da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e por um jornalismo ético, qualificado e ciente de suas responsabilidades sociais, reivindicamos a imediata revogação desta liminar em coerência com outras decisões de várias instâncias que reafirmam a constitucionalidade da exigência do diploma e da formação específica para o exercício da profissão de jornalista. Assinatura, profissão/atividade.
E-mails dos ministros:
Ministro Celso de Mellomcelso@stf.gov.br
Ministro Cézar Peluso carlak@stf.gov.br(e-mail da chefe de gabinete)
Ministro Gilmar Mendes mgilmar@stf.gov.br "
Leiam porque é importante! Que o MPU cumpra o que lhe cabe!
"Ministério Público Federal

Atuação

O Ministério Público Federal (MPF) faz parte do Ministério Público da União, que também, é composto pelo Ministério Público do Trabalho, pelo Ministério Público Militar e pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Juntos, o MPU e os ministérios públicos estaduais formam o Ministério Público brasileiro.

O Ministério Público não faz parte de nenhum dos três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. O MP possui autonomia na estrutura do Estado, não pode ser extinto ou ter as atribuições repassadas a outra instituição. Os procuradores e promotores têm a independência funcional assegurada pela Constituição. Assim, estão subordinados a um chefe apenas em termos administrativos, mas cada membro é livre para atuar segundo sua consciência e suas convicções, baseado na lei. Os procuradores e promotores podem tanto defender os cidadãos contra eventuais abusos e omissões do Poder Público quanto defender o patrimônio público contra ataques de particulares de má-fé.
E QUEM VAI NOS DEFENDER DO MINISTÉRIO PÚBLICO?
AH! TEM QUE FISCALIZAR O JUDICIÁRIO, É? E QUEM VAI FISCALIZAR O MINISTÉRIO PÚBLICO?

Cabe ao Ministério Público Federal defender os direitos sociais e individuais indisponíveis dos cidadãos perante o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, os tribunais regionais federais, os juízes federais e juízes eleitorais. O MPF atua nos casos federais, regulamentados pela Constituição e pelas leis federais, sempre que a questão envolver interesse público, seja em virtude das partes ou do assunto tratado. Também cabe ao MPF fiscalizar o cumprimento das leis editadas no país e daquelas decorrentes de tratados internacionais assinados pelo Brasil. Além disso, o Ministério Público Federal atua como guardião da democracia, assegurando o respeito aos princípios e normas que garantem a participação popular.
Observação: são indisponíveis os direitos dos quais a pessoa não pode abrir mão, como o direito à vida, à liberdade e à saúde. Por exemplo: o rim é da pessoa, mas ela não pode vendê-lo."
É DE CHORAR! DE SE SENTIR ENVERGONHADO!

Bienal:
Tanta coisa...Mas tirei poucas fotos...Sorry


Bela obra envolvendo relato e fotografia.


Adorei esta parte que faz referência a comioda, comer, culinária, ou seja, tudo que se refere ao ato. Muitooooooooo legal!

Galeria Olido é legal porque sextas, ao meio-dia, sempre se apresenta a Camerata da orquestra expermiental Repertório. Muito legal! Lá vocês também vão encontrar outras coisas para ver e fazer.

Recomendo o museu da Língua Portguesa, que é divino, muito legal! Mas não recomendo os frequentadores: mal educados, grosseiros, que não entendem que ali é um musal, não um boteco. Na frente, a Pinacoteca, sem contar coma Estação da Luz :), que é linda!

Se vocês estiverem afim de uma boa peça, vão ao Satyros. Fomos ver Inocência, do grupo que dá nome ao bar. A peça Inocência, da dramaturga alemã Dea Loher, mostra personagens que buscam a redenção por várias razões. A peça, a direção, a cenografia, os atores: tudo muito interessante, inteligente e bem resolvido. Custa R$25,00. Começa as 21:00, no teatro Satyros (que também é bar) e fica na Pça. Roosevelt, 214. Fica na frente da Igreja que esqueci o nome agora :)...Ah! Em tempo: a pça tem quse três horas de duração, mas está lonnngee de ser chata!

Para dançar: Ultralounge, The edge, the week.

Tudo isso tem site, viu?